sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Leituras em dia com... 7 x 25 Histórias de Liberdade

Aconselhado pelo professor Júlio Borges (membro do NE25A) aconselhamos hoje a leitura do livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 5º Ano de escolaridade (leitura autónoma e/ou leitura com apoio do professor ou dos pais), "7x25 Histórias da Liberdade". O "7x25 Histórias da Liberdade", é da autoria de Margarida Fonseca Santos, com ilustrações de Inês do Carmo e edição da "Gailivro", em 2008. 
Trata-se de um conjunto de contos cujas personagens principais, falando na primeira pessoa, são objectos carregados de simbologia para a Revolução ou para o período imediatamente anterior: o semáforo que travou a revolução durante uns minutos, o lápis da censura que, de repente, se vê como um elemento criativo nas mão de uma criança, a G3, o portão da prisão de Caxias, o megafone...

Uma obra a não perder!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A forma do Espaço... Dança no CCVF


Hoje, dia 27 de novembro, no  Pequeno Auditório CCVF, 10h30 e 15h00 (duração 40 minutos), "A cosmicómica “A forma do espaço” fala-nos do tempo em que ainda não havia universo e Qfwfq caía continuamente no vácuo juntamente com a desejável Úrsula H’x e o (para si) insuportável Tenente Fenimore. Pelo que parece, caíam cada um na sua paralela e talvez se encontrassem no infinito, isto se a geometria não fosse também produto do pensamento... Assim sendo o desejo e o ciúme podiam mudar o rumo das coisas e será mesmo uma visão apaixonada do belo traseiro de Úrsula que fará com que Qfwfq veja as coisas de outro modo.
Para contar esta história é criado um dispositivo que se assemelha a um teatro de sombras e que, tal como a escrita de Calvino, explora premissas científicas e fantasia, desejo e razão, todo ele feitinho para uma idade de descobertas, com humor e mistério naquilo que é tão profundamente alegórico à vida e às relações.

No final do espetáculo, os jovens serão desafiados a uma conversa e convidados a experimentar o dispositivo cénico." (fonte CCVF)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

25 de Novembro de 1975... 25 de Novembro de 2013

Fim de um sonho? Inicio da confirmação do sonho de Abril de 1974?
Ainda hoje, passados 38 anos, nos questionamos sobre o que foi, o significado do 25 de Novembro de 1975.  Para uns tratou-se da confirmação dos verdadeiros ideiais da Revolução de Abril;para outros, o fim da Revolução e do Poder Popular.
Verão quente; Portugal 1975; ambiente revolucionário normalmente denominado de PREC (Processo Revolucionário em curso);   nove oficiais do Movimento das Forças Armadas ( MFA - Vasco Lourenço, Melo Antunes, Vitor Crespo, Vitor Alves, Franco Charais, Pezarat Correia, Canto e Castro, Costa Neves e Sousa e Castro),  exigem a criação de uma Democracia pluralista (por oposição a uma corrente favorável à criação da chamada Democracia Popular), num documento que ficou conhecido por "Documento dos nove" e que teve o apoio de alguns dos principais partidos políticos da altura (PS, PSD, CDS) e a oposição de forças de esquerda particularmente ligadas a Vasco Gonçalves e a Otelo Saraiva de Carvalho. O ambiente de tensão que se viveu em Portugal durante todo o Verão de 1975 , propiciou as condições para que militares radicais ocupassem bases de para quedistas, levando à resposta das forças militares controladas pelo Grupo dos Nove. Nesta fase de resposta militar avultam os nomes de Costa Gomes (Presidente da República que emite a declaração de estado de sitio para a região de Lisboa),Vasco Lourenço (enquanto elemento de ligação da Coordenadora do MFA a Costa Gomes ), Jaime Neves (Comandante do Regimento de Comandos da Amadora ) e o Tenente Coronel Ramalho Eanes (coordenador das forças do Grupo dos 9 e futuro Presidente da República). Também aqui, Salgueiro Maia saiu com os seus blindados da EPCS para Lisboa apoiando as posições do Grupo dos Nove.
Segundo muitos é nesta data que termina o PREC ( Processo Revolucionário em Curso).
Para saberes mais sobre o 25 de Novembro de 1975 e a opinião dos principais actores, aconselhamos a leitura das obras "Do interior da Revolução" de Vasco Lourenço, " A Verdade e a mentira na Revolução de Abril" de Álvaro Cunhal e "Capitão de Abril, Capitão de Novembro" de Sousa e Castro.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A (Re) Construção da História II... no CFFH


Tem início dia 8 de janeiro a "(Re)construção da História II", que, entre outras, constitui uma oportunidade para professores e convidados, discutirem os percursos que a democracia portuguesa seguiu nos 40 anos, a cumprir em 2014.
A ação, acreditada pelo CCPFC, realiza-se na Escola Secundária Francisco de Holanda e tem a duração de 25 horas, destinando-se a professores dos grupos 200 e 400.
Podes consultar o programa em www.cffh.pt (barra de favoritos) e proceder à respectiva inscrição.

Chamamos a atenção para o facto de que a última palestra se realiza a 3 de maio e é o seminário organizado pelo NE25A - "Cidadanias III - percursos da democracia", aberto ao público em geral e do qual daremos mais informações brevemente (podes agora verificar  que  Rui Trindade, Santana Castilho e José Pacheco Pereira, são os oradores convidados do NE25A).

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Prémio Sakkharov para Malala Yousafzai


O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, foi criado em Dezembro de 1988 pelo Parlamento Europeu, como forma de homenagear pessoas ou organizações que dedicam as suas vidas à defesa dos direitos humanos e liberdade de pensamento. Este prémio, que recorda a vida do físico e dissidente soviético Andrei Sakharov (recebeu o Nobel da Paz em 1975), já atribuído a personalidades como Nelson Mandela, Anatoly Marchenko, Jafar Panahi e Nasrin Sotoudeh, Xanana Gusmão ou a  organizações como  "Mães da Plaza de Mayo" ou os "Repórteres sem fronteiras", foi atribuído no ano de 2013 à jovem paquistanesa Malala Yousafzaï, baleada na cabeça pelos taliban em virtude da sua campanha na defesa do direito à educação das raparigas. O prémio, atribuído por escolha unânime dos lideres das bancadas parlamentares do Parlamento Europeu, é entregue  hoje em Estrasburgo.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A conhecer... Arquivo Municipal Alfredo Pimenta



A história do Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, remonta à implantação da República e, mais precisamente, a 6 de Maio de 1912. Nessa data, Domingos Leite de Castro, Presidente da Sociedade Martins Sarmento, lança o repto da conservação, em Guimarães, do arquivo da Colegiada Nossa Senhora de Oliveira.
É nesse mesmo ano que se fazem uma série de “demarches” para a criação do arquivo, vindo este a ser constituído em 27 de Junho de1931, através decreto nº 19.952.
Por determinação deste decreto o Arquivo foi instalado nas dependências da Sociedade Martins Sarmento e, com base nas atribuições que lhe são adstritas, torna-se, caso raro senão único, Arquivo Distrital, para a área do concelho de Guimarães.
Em Junho de 1932, após um processo com alguma polémica, o Governo republica a 4 de Junho, os artigos nº 1 e 4 do decreto nº 20 577 de 27 de Novembro de 1931, através do qual foram cometidos todos os encargos de instalação, incorporação, material, pessoal e expediente à Câmara Municipal de Guimarães.
Entre 1931 e 1934 o Arquivo ocupou o segundo andar da Casa de Martins Sarmento, no Largo do Carmo e em março de 1933, publica-se pela prima vez o Boletim de Trabalhos Históricos, que permanece até aos dias de hoje.
Em 1934, a casa foi ocupada, a título provisório, pela Câmara Municipal de Guimarães e pelos Serviços de Repartições de Finanças, o que obrigou o Arquivo a mudar-se para os Antigos Paços do Concelho, sito no Largo da Oliveira, onde, a 14 de Outubro de 1934, assistiu-se à abertura solene do Arquivo Municipal.
A 29 de Fevereiro de 1952 por portaria publicada no Diário do Governo nº 51, II série da mencionada data, passou o arquivo a designar-se Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em homenagem àquele que foi seu Director cerca de 20 anos.
Entre 1973 e 24 de Junho de 2003 o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta esteve instalado na Capela do Convento de Santa Clara, passando em 24 de junho de 2003, para  Casa Navarros de Andrade. ( fonte: Arquivo Municipal Alfredo Pimenta).

Falamos hoje deste espaço de conhecimento para divulgar, através da sua página on-line, a aplicação intitulada "Lições", localizada na secção Cultura e Educação. Esta ferramenta, permite a professores a alunos, utilizar/conhecer fontes sobre a história e a cultura vimaranenses, contextualizadas em realidades nacionais (chamamos a particular atenção à lição nº 1 sobre a Implantação da República em Guimarães).

Para saberes mais e utilizares as fontes do Arquivo Municipal, acede na barra lateral de favoritos ou seguindo o "link", na imagem.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Leituras em dia com ...O país sem números


“Era uma vez um país chamado Imprecisolândia, onde ninguém conhecia os números, ninguém conhecia as operações aritméticas, as medições, ninguém conhecia a matemática.

Era um pais em que tudo era feito, como costumavam dizer os seus habitantes, os “ imprecisolandeses”, a “olho”….”

Com texto de Júlio Borges (membro do NE25A), ilustrações de Sebastião Peixoto, e editado pela Opera Omnia, aconselhamos a leitura de " O País sem números". 
Uma história sobre a matemática e a sua importância no dia a dia, desmistificando o tão aclamado monstro, que o não é. 

A não perder!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

22 anos após... Stª Cruz - Díli - Timor Lorosae

O Massacre de Santa Cruz em Timor Leste (12 de Novembro de 1991), foi um dos muitos massacres perpetrados pelas forças de ocupação indonésia, na antiga colónia portuguesa. O que distinguiu este massacre de muitos outros, não foram os mortos ou os feridos, mas o facto de ter sido captado pela câmara do jornalista Max Sthal e de ter sido difundido por todo o mundo. Esta difusão, permitiu trazer a opinião pública para a questão de Timor Leste e de colocar a Indonésia perante as vozes reprovadoras da ONU.
Nesse dia 12 de Novembro de 1991, realizou-se uma missa em Díli por alma de Sebastião Gomes, um jovem membro da resistência timorense, seguida de uma romagem (mais de 2000 pessoas) à sua campa no cemitério. Esta romagem serviu para os jovens timorenses mostrarem a sua revolta pela ocupação indonésia (Timor Leste, colónia portuguesa, foi invadido pela Indonésia em 1975), afrontando as tropas de ocupação indonésia. O exército indonésio abriu fogo sobre a população, matando 74 pessoas no local e mais 127 em resultado de ferimentos. Até hoje, desconhece-se a localização de muitos corpos.


Para recordares e/ou conheceres esta data, observa o vídeo com o jornalista Max Sthal.

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domingo, 10 de novembro de 2013

Álvaro Cunhal... 100 anos depois

Álvaro Barreirinhas Cunhal, nasceu na Sé Nova, Coimbra a 10 de novembro 1913, tendo falecido em Lisboa a 13 de Junho de 2005, com 92 anos . Líder carismático do PCP (partido comunista português), foi um dos políticos portugueses mais amado e simultaneamente mais odiado. Tendo sido um dos grandes opositores ao Estado Novo (preso e torturado várias vezes, protagonizou uma das fugas mais espetaculares dos calabouços de Peniche), assumiu um enorme destaque com o 25 de Abril de 1974. Após o 25 de Novembro de 1975 a sua influência decresce, mas fica para sempre como  grande intelectual e pensador, muitas vezes mais ortodoxo que o próprio partido comunista da URSS ( ficou célebre a sua reação perante a “perestroika” de Mikaill Gorbatchev). Em 1992, sucede-lhe no cargo de secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, mantendo, no entanto Álvaro Cunhal, um peso muito importante nas decisões políticas do partido.

É também a partir deste momento, que Álvaro Cunhal se revela como escritor (com o pseudónimo de Manuel Tiago), como homem das artes (os seus desenhos, feitos enquanto estava na prisão, foram publicados) e tradutor (tradução do Rei Lear de Shakespeare originalmente escrito sob o pseudónimo feminino Maria Manuela Serpa). Cerca de 500 000 pessoas, estiveram no seu funeral em Lisboa.

É sobre este homem, que hoje faria 100 anos, que propomos a leitura de 2 obras: 

                                         

De José Pacheco Pereira, "Álvaro Cunhal - Uma Biografia Política – Volumes 1, 2 e 3", da Editora Temas e Debates;



De Carlos Brito, "Álvaro Cunhal - Sete Fôlegos do Combatente", da  Editora "Edições Nelson de Matos"

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Uma forma diferente de sentir... Os Vampiros

Uma sugestão da professora Ana Silva (EB 2/3 de Briteiros): Nicolas Jaar feat Gisela João e David Harrington, ao vivo no LUX. 
Uma ideia para a musica de Zeca Afonso "Os Vampiros".

Emocionante!


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terça-feira, 5 de novembro de 2013

O que tem em comum?

O que tem em comum Rui Trindade, Santana Castilho e José Pacheco Pereira?

Descubra brevemente!


   

sábado, 2 de novembro de 2013

Prémio Pen para... "Salazar e o Poder, a Arte de Saber Durar"

Os vencedores do prémio “Pen”, categoria Ensaio, foram o historiador Fernando Rosas, com a obra “ Salazar e o Poder, a Arte de Saber Durar” (ed. Tinta da China) e Rosa Maria Martelo, com a obra “O Cinema na Poesia” (ed. Assírio & Alvim). 
No livro “Salazar e o poder, a Arte de Saber durar”, Fernando Rosas procurou responder à pergunta: Como é que há um regime que dura meio século no século XX português?
"Salazar e o Poder, a Arte de Saber Durar" tem uma primeira parte em que o autor analisa o que era o pensamento de Salazar sobre política; na segunda parte, Fernando Rosas procura aprofundar a maneira como Salazar tomou o poder. Na terceira parte, o livro analisa os fatores de durabilidade do regime: a violência preventiva e a repressiva, o controlo político da força armada, a cumplicidade da Igreja católica, “um assunto quase tabu em Portugal” , segundo o autor e a inculcação autoritária dos valores do regime.


Uma obra a não perder!

Aconselhamos... "Remontar o olhar e o sentir"

"Remontar o olhar e o sentir" é uma oficina concebida para jovens do 3º ciclo que, a partir da exposição "Japão 1997", propõe explorar as possibilidades no processo de fotografar - o acaso, o contexto, a memória, o pormenor ou texturas que constroem histórias, (re)pensando a maneira como vemos e apreendemos o que nos rodeia.
As imagens de António Júlio Duarte resultam de uma procura motivada por um espírito de nomadismo, concretizado em deambulações diárias pelos espaços urbanos do nosso quotidiano. Esta exposição inclui não apenas os resultados finais (as fotografias que o artista decide expor e ordenar sob um determinado prisma) mas também o trabalho preparatório de pesquisa, montagem e decisão, elementos cartográficos de compreensão da obra que aqui se assumem na forma de provas de contacto.

Para saberes mais, segue o "link" (imagem).