quinta-feira, 28 de março de 2013

Leituras em dia... "Mário Soares"


"A carreira política de Mário Soares não se compara, na realidade, com a de nenhum outro português. No seu currículo conta com 70 anos de vida política ativa. Durante este período foi: cabeça de lista ou em nome individual, disputou 10 atos eleitorais, dos quais venceu seis (constituintes de 1975, legislativas de 1976 e 1983, presidenciais de 1986 e 1991 e europeias de 1999) e perdeu quatro (legislativas de 1969, 1979 e 1980 e presidenciais de 2006). Não admira, por isso que Mário Soares seja considerado um nome maior do século XX português e o pai da democracia portuguesa. Hoje, aos 88 anos, continua a ser uma voz ativa na política, considerada pela sociedade civil. Um verdadeiro senador. A apetência pelo poder nasceu cedo, estimulada por uma educação de príncipe que parecia programá-lo para o destino que viria a ter. Mas o seu período de formação decorreu contudo em ambiente hostil, no qual teve de enfrentar a cadeia por 12 vezes. Teria sido mais fácil abandonar os desígnios políticos e enveredar por uma carreira profissional estável e próspera como advogado. Resistiu. Ganhou fibra, a mesma que viria a manifestar em diferentes situações ao longo da vida, como, por exemplo, na rutura com os comunistas, no lançamento de um movimento social-democrata em plena ditadura, no patrocínio jurídico à causa da família do assassinado general Humberto Delgado, na teimosa opção por uma candidatura separada do resto da oposição em 1969, na fundação do Partido Socialista, na liderança do movimento contra a radicalização no período revolucionário, na defesa da integração europeia de Portugal, na rutura com António Ramalho Eanes, ou nas opções para a revisão constitucional de 1982. Soares mostrou-se sempre à frente do seu tempo. Para os portugueses sempre foi o «Bochechas». O homem que todos gritavam na rua «Soares é fixe». Afinal, Soares não se portava como um político remetido ao seu Olimpo, mas como um português comum, com as suas dúvidas e hesitações, baralhando números e menosprezando estudos, capaz de dialogar de igual para igual tanto com príncipes como com plebeus, relevando da mesma maneira as cerimónias oficiais e os contactos de rua, sorrindo até nas mais adversas circunstâncias, bonacheirão, atencioso, incapaz de dispensar os melhores confortos, um bom almoço ou uma sesta retemperadora. Sempre foi o presidente de todos os portugueses. O jornalista Joaquim Vieira, depois de vários anos de investigação, e de entrevistas ao próprio biografado, a amigos e inimigos, traça-nos a história de uma vida complexa, com algumas sombras por revelar, como o caso do fax de Macau.  


Um livro fundamental não só para perceber o homem, mas também a História recente de Portugal" (sinopse retirada do site da " Esfera dos Livros")

sábado, 23 de março de 2013

Cidadanias... inscrições.

Informamos todos os possíveis interessados que as inscrições para seminário  "CIDADANIAS" (promovido pelo NE25A e CFFH), encerram a 12 de Abril. 

Pode proceder à sua inscrição através da ficha colocada neste blogue (coluna do lado direito) e enviá-la para o e-mail do NE25A, ou acedendo ao site do Centro de Formação Francisco de Holanda (coluna de favoritos).

Porque o diálogo e o debate são um direito e um dever... contamos consigo!

quinta-feira, 21 de março de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

Aconselhamos... “Portugal e o Futuro: Consigo, na Europa e no Mundo"


No próximo dia 23 de março, às 18h00, no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, debate-se “Portugal e o Futuro: Consigo, na Europa e no Mundo” com Adriano Moreira, Rui Machete e António Correia de Campos, numa conferência moderada por Fernando de Oliveira Neves.

Para mais informações siga o "link" (imagem).

segunda-feira, 18 de março de 2013

Otelo, Vitor Alves e Melo Antunes... em 18 de Março de 1974


Um dos momentos marcantes e pouco conhecido, da Revolução dos Cravos: Otelo Saraiva de Carvalho e Vítor Alves redigem a Circular 2/74, procedendo a uma análise dos acontecimentos e apelando à firmeza e perseverança nos objetivos do Movimento.No dia 18 de Março de 1974, encontram-se com Melo Antunes, no Café Londres  Lisboa), e pedem-lhe que elabore um programa político do Movimento dos Oficiais das Forças Armadas (MOFA), com base no Manifesto aprovado no plenário do dia 5.

Segundo alguns historiadores, este documento está na génese do documento programático do MFA. 

sábado, 16 de março de 2013

Após 39 anos... a revolta das Caldas da Rainha



No dia 16 de Março de 1974, às 04h00 da madrugada, uma coluna do Regimento de Infantaria 5 ( RI5) das Caldas da Rainha passa os portões do aquartelamento, comandada pelo capitão Armando Marques Ramos. Pretende executar um golpe militar, marchando sobre Lisboa e depondo o Governo. Apenas a três quilómetros da capital terá a noção de que se encontra isolada.
Um precipitado e deficiente planeamento da acção leva ao seu fracasso, sendo presos quase duas centenas de militares - oficiais, sargentos e praças - entre os quais o tenente-coronel João de Almeida Bruno, majores Manuel Monge e António Casanova Ferreira e capitães Marques Ramos e Virgílio Varela. Constituiu,segundo alguns dos elementos do MFA (ver " Alvorada em Abril" de Otelo Saraiva de Carvalho e "Vasco Lourenço: do interior da Revolução", de Vasco Lourenço), um importante balão de ensaio para o 25 de Abril.

Para recordarmos esta data, propomos a análise da intervenção efetuada pelo major general Adelino de Matos Coelho (à data tenente  de Infantaria, em 16 de Março de 1974, integrou a coluna militar do RI 5 e foi preso na sequência do fracasso), realizada a 16 de Março de 2007, no colóquio-debate " Discutir a revolta de 16 de Março de 1974", organizada pelo Centro de Documentação 25 de Abril e Delegação de Coimbra da Associação 25 de Abril.

Trata-se de um retrato fiel de quem efetivamente viveu o dia e que está disponível seguindo o "link" ( imagem)

quarta-feira, 13 de março de 2013

A nossa História... em 2 minutos

Enviado pela professora Adriana Resende (à qual agradecemos a colaboração), editado por Joe Bush, com música de Zack Hemsey, apresentamos "Our story in 2 minutes". 
Tanto que é possível contar em tão pouco tempo (material muito interessante para exploração com alunos de várias camadas etárias e níveis de ensino). 

video

terça-feira, 12 de março de 2013

O Mar na História... Biblioteca Escolar da EB 2/3 de Briteiros

Não tendo havido oportunidade de publicar o cartaz da semana da leitura da EB 2/3 de Briteiros aquando da noticia referente ao "Mar na História", deixamos agora um exemplar do mesmo.

Portugal e o mar... na EB 2/3 de Briteiros


De 11 a 15 de Março de 2013, a Semana da Leitura celebra a Leitura e o Mar, desafiando crianças, jovens, adultos e a comunidade em geral, de autarquias a empresas, de escritores e artistas a individualidades públicas, a unirem-se na grande festa do livro e da leitura.
Também a EB 2/3 de Briteiros, celebra a sua semana da leitura. Numa iniciativa organizada e coordenada pela equipa da biblioteca escolar (à qual endereçamos os devidos parabéns), hoje foi o dia da História celebrar o mar. 
Com a devida autorização, publicamos uma apresentação "power point", elaborada por um dos elementos do NE25A e que serviu de base à explanação do tema " Portugal e o Mar: perspetiva histórica".

Para aceder à aplicação "ppw", segue o "link" (imagem).
Para saberes mais sobre esta semana, consulta o site da biblioteca escolar de Briteiros 
(coluna dos favoritos)

segunda-feira, 11 de março de 2013

O que pode ter sido... 11 de Março de 1975

Há 38 anos, após meses de tensão, Portugal viveu uma nova tentativa de golpe de Estado.
Ainda hoje o 11 de Março de 1975, é alvo de inúmera polémica: aqueles que o consideram como um golpe preparado pelas forças afetas ao General Spínola e que após o fracasso da manifestação da “Maioria Silenciosa”, sentem o país a guinarem à esquerda; aqueles que dizem que o golpe não passou de uma manobra provocada por forças de esquerda, tendentes a eliminarem o perigo de um movimento contra-revolucionário, que criasse em Portugal as condições necessárias para uma viragem à direita.
Entre o 28 de Setembro de 1974 e o 11 de Março de 1975,vemos Portugal e o MFA divididos em 2 correntes: a que lutavam pela criação de uma sociedade democrática de base parlamentar e a que pugnava pela revolução socialista de base popular, sob a alçada dos militares.
No início de Março de 1975, circulou por todo o país o boato de que o Partido Comunista Português e os militares mais radicais do COPCON e da 5ª Divisão, iriam proceder à eliminação de dezenas de militares e civis de direita, cujos nomes constavam duma lista tornada famosa: a “matança da Páscoa”.Com base nestas informações (lembramos que em 2010/11/12 aquando da sua presença em atividades promovidas pelo NE25A, Otelo Saraiva de Carvalho disse desconhecer a existência dessa lista), militares afetos ao general Spínola, no dia 11 de Março de 1975, levaram a efeito uma tentativa de golpe de estado. No entanto, o movimento desencadeado por tropas pára-quedistas ficou-se pelo ataque ao RAL1, donde resultou uma vítima mortal e doze feridos, dos quais dois eram civis. No seguimento dos acontecimentos do 11 de Março, Spínola e os oficiais implicados no golpe foram demitidos e fugiram para Espanha, deixando o caminho aberto aos sectores mais radicais do MFA. A Junta de Salvação Nacional e o Conselho de Estado foram substituídos pelo Conselho da Revolução, que se manteve como órgão de soberania até 1982. Foram então decretadas as nacionalizações da banca e dos seguros.

O IV Governo Provisório ( liderado pelo Coronel Vasco Gonçalves), entretanto constituído, continuou os saneamentos, as nacionalizações e legislou no sentido da reforma agrária

sábado, 9 de março de 2013

Vasco Lourenço detido... em 9 de Março de 1974


Podia ter aparecido assim num qualquer jornal... a não ser pela existência de um regime ditatorial e de censura. 
Recordamos  as detenções dos  capitães Vasco Lourenço, Antero Ribeiro da Silva e Pinto Soares (membros do MFA) a 9 de Março de 1974 , tendo os dois primeiros, decorridos alguns dias, sido transferidos compulsivamente para os Açores e a Madeira, respectivamente, enquanto o terceiro foi internado num estabelecimento hospitalar.
Segundo Vasco Lourenço , é este facto que não permite que esteja presente no planeamento e comando das ações do dia 25 de Abril (algo que nunca mais perdoou ao regime fascista).

sexta-feira, 8 de março de 2013

Teresa Almeida... Premio Femina 2013 -

Divulgamos hoje, no momento em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a atribuição do premio Femina 2013. Este premio foi criado para agraciar as mulheres portuguesas, que se tenham distinguido com mérito, em Portugal ou no estrangeiro, profissional, cultural e humanitariamente. A escolha das agraciadas é feita por uma Comissão de Honra, constituída exclusivamente por membros masculinos reconhecendo o seu valor e excelência na sociedade portuguesa moderna e evoluída, como seus pares de pleno direito.


Este ano uma das agraciadas com o PRÉMIO FEMINA 2013 - NOTÁVEIS MULHERES PORTUGUESAS. é a artista plástica vimaranense Teresa Almeida por Mérito nas Artes Plásticas e Visuais 

cerimonia da entrega do premio tem lugar a 9 de março, na Pousada de Santa Marinha da Costa, promovida pela delegação de Guimarães da Cruz Vermelha Portuguesa, em colaboração com a Fundação Cidade de Guimarães.

À artista Teresa Almeida e ao nosso amigo e colaborador Professor J.Salgado Almeida, o NE25A endereça os mais entusiásticos parabéns.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Gabriel Mitha Ribeiro... "Como ensinar história no século XXI"

No dia 2 de Abril, Gabriel Mitha Ribeiro, autor do livro " O ensino da história", publicado pela FFMS, estará no seminário promovido pelo Centro de Formação Francisco de Holanda, "A (Re) Construção da História", do qual demos nota em informação publicada a 11 de Fevereiro.
Gabriel Mitha Ribeiro será o orador da comunicação "Como ensinar história no século XXI", que acontece na  primeira sessão do seminário citado.
Gabriel Mithá Ribeiro nasceu em 1965, em Moçambique. Vive em Portugal desde 1980. É licenciado em história pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1990), mestre (2000) e doutor em estudos africanos pelo ISCTE-IUL (2009). Trabalha no domínio do pensamento social/sociologia do conhecimento, com pesquisa de campo desenvolvida em Moçambique. Para além dessa área, tem também publicado ensaios sobre o ensino.

A inscrição para este debate, pode ser feita na página do CFFH ( coluna de favoritos)


terça-feira, 5 de março de 2013

Miniplenário em Cascais... 5 de Março de 1974


Em democracia, não passaria de uma simples noticia que seria colocada em qualquer jornal; em Março de 1974, tal não aconteceria.

Recordamos hoje, passados 39 anos, o Miniplenário do Movimento das Forças Armadas, em Cascais. Estiveram presentes 194 oficiais, das unidades de Infantaria, Artilharia, Cavalaria, Engenharia, Administração Militar, Transmissões, Serviço de Material, Pára-quedistas e Força Aérea (FA), representando 602 militares. O documento, de índole política, «O Movimento, As Forças Armadas e a Nação» recolheu 111 assinaturas. Foi a ultima vez que o MFA reúne em plenário, antes do 25 de Abril de 1974.

sábado, 2 de março de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

"A instalação do medo"... por Rui Zink


"Este é um livro de mau humor, porque o tema pede muito mau humor".
A frase é de Rui Zink e refere-se ao seu novo livro "A Instalação do Medo", sobre a situação que se vive em Portugal.
Segundo a critica literária Isabel Lucas, "... Recorrendo a frases curtas, à meta-linguagem […] e despido da ironia que o acompanha quase sempre, o escritor constrói uma narrativa que é uma forte crítica ao modelo civilizacional assente nos mercados. Os mercados são aqui o papão que tudo comanda e assusta […] Seco, cru, o livro arrisca na fórmula e é eficaz no efeito. No mesmo fôlego da escrita, o leitor entra na espiral construída por Rui Zink, sente o incomodo  sente-se vítima.»

Editado pela TEODOLITO, uma obra a não perder!