
Neste livro, o autor traça o quadro de acções levada a acabo pelo Cônsul Português em Bordéus, no sentido da emissão de milhares de vistos que permitiram a saída da França invadida pelos Nazis ( 1940) e a entrada no Portugal neutral da 2ª guerra mundial, dos " indesejáveis" ( judeus, opositores ao nazismo). A emissão destes vistos sem autorização prévia do Ministro dos Estrangeiros Português, António Oliveira Salazar, fez com que Aristides Sousa Mendes fosse expulso da carreira diplomática, e vivesse até à sua morte em 1954, na miséria.
Só em 1987, pela mão do Presidente da República Mário Soares, o Portugal democrático lhe reconheceu os méritos: primeiro através da entrega a título póstumo da " Ordem da Liberdade" e, em 1989, a Assembleia da República reeintegrou-o no serviço diplomático por unanimidade e aclamação.
Foi Aristides de Sousa Mendes, um dos portugueses que não se limitou a defender valores e princípios; antes colocou-os em prática.
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