sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Leituras em dia com... " Os bebés de Auschwitz"

O livro "Os Bebés de Auschwitz" -Editora Vogais - relata pela primeira vez os três únicos casos conhecidos de mulheres grávidas que tiveram filhos nos campos da morte nazis e que sobreviveram ao Holocausto.
A investigação da jornalista britânica Wendy Holden retrata a vida de três mulheres, Priska Lowenbeinová e Anka Nathanová, da Checoslováquia, e Rachel Abramczyk, da Polónia, capturadas grávidas pelos nazis e enviadas para o complexo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, com os maridos, que não sobreviveram. As três mulheres, que não se conheciam, foram, como milhares, interrogadas diretamente por Joseph Mengele, conhecido como "o anjo da morte" e que selecionava os prisioneiros para experiências médicas.
O livro relata com detalhe a vida das três mulheres antes da guerra, os episódios de infância, os casamentos, o momento em que são presas - com poucos meses de gravidez - e as condições desumanas a que são sujeitas em Auschwitz e na fábrica de trabalho forçado na Alemanha. 
Nenhuma delas conhecia as outras mães tendo sido Eva Clarke, filha de Anka, residente no Reino Unido depois da guerra quem relatou à jornalista a existência dos outros dois "bebés de Auschwitz".
"Tem muita relevância contar o que se passou porque hoje em dia, por todo o mundo as pessoas são perseguidas, assassinadas, deslocadas à força por causa da vontade de quem manda e da arrogância. Não nos esqueçamos que a escravidão está presente no nosso mundo atual. A todo o momento pessoas subjugam outras pessoas só porque pensam que têm o direito de o fazer e, por isso, nunca é tarde para fazer lembrar que isto é o que pode acontecer", conclui Wendy Holden.

domingo, 9 de agosto de 2015

70 anos depois... recordar Nagasaki


9 de Agosto de 1945

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Hiroshima... 70 anos após



Tendo por pano de fundo imagens de Hiroshima em Agosto de 1945 e da actual, com o Memorial da Paz,  recordamos hoje  a primeira detonação de uma bomba nuclear. Foi na cidade japonesa de Hiroshima, a 6 de Agosto de 1945, na fase final da 2ª Guerra Mundial.
Entre 70 mil e 80 mil pessoas, cerca de 30% dos residentes da cidade, morreram na explosão e consequente onda de choque e 70 mil ficaram feridas.



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Aconselhamos... Feira do Livro 2015 na Pòvoa de Varzim


De 31 de julho a 16 de agosto a Feira do Livro regressa ao Passeio Alegre. 
Dezenas de livrarias e editoras vão levar a literatura até à beira-mar. As férias convidam à leitura e comprar as últimas novidades ou os clássicos fazem já parte da tradição estival. 
A Feira do Livro está aberta das 16h00 às 24h00, exceto no dia 15 de agosto, que abre mais cedo, às 14h00.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Homenagem a Jorge Sampaio


 
Aos 75 anos, Jorge Sampaio recebe o Prémio Mandela, uma “homenagem aos que dedicaram a sua vida ao serviço da humanidade
Único enviado especial de dois secretários-gerais das Nações Unidas, Kofi Annan e Ban Ki-moon, o ex-Presidente recebe hoje o Prémio Nelson Rolihlahla Mandela, um galardão criado o ano passado pela ONU para consagrar o legado “de reconciliação, transição política e transformação social” do líder sul-africano. Mais prestigiante ainda por só ser atribuído a cada cinco anos, o prémio vai homenagear sempre um homem e uma mulher de áreas geográficas diferentes, escolhidos por um comité da ONU a partir de nomeações. Houve mais de 200 nomeados para esta primeira edição.
fonte: Jornal "Publico"

domingo, 19 de julho de 2015

Centenário de Virginia de Moura... na Biblioteca Municipal Raul Brandão

 





A Biblioteca Municipal Raul Brandão, em Guimarães, acolhe até ao final do mês de julho uma exposição que assinala o centenário de vimaranense Virgínia de Moura, nascida a 19 de julho de 1915, conhecida pela sua resistência política ao Estado Novo e por ter sido a primeira engenheira civil que se formou em Portugal.

A  exposição “Virgínia de Moura - Centenário (1915-2015)”,ou a“Engenheira Comunista”, como também era conhecida, esteve sempre ligada quando a revolução foi defendida nas grandes conquistas sociais e nas transformações que vieram a ser consagradas na Constituição da República. Natural de São Martinho do Conde, era filha de mãe solteira, uma professora primária que enfrentou situações de injustiça, incluindo da família, pelo facto de ter sido mãe sem estar casada. Aos 10 anos, entrou no Liceu, em Guimarães, apesar das dificuldades económicas da mãe. No Porto, conheceu António Lobão Vital, o seu companheiro, a quem se dedicou toda a vida, tendo contraído matrimónio em setembro de 1935. 
Virgínia de Moura fez ativamente parte do MUNAF, MUD, MND, Juntas Patrióticas, CDE, integrando sempre os movimentos de candidatura de Norton de Matos e do General Humberto Delgado. «Em tudo que traduz Abril, ao menor esforço sinto o braço amigo do companheiro da minha vida e o revolucionário sempre confiante no nosso 25 de Abril - o camarada Lobão Vital. A minha mãe foi a Mulher que serenamente nos acompanhou e esperou, sem duvidar, que o Mundo com que também sonhou na sua juventude, estava próximo», lê-se no livro “Mulher de Abril: Álbum de memórias”.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Citânia Viva 2015... 18 de julho


"...Realiza-se no próximo sábado, 18 de Julho, a décima edição da Citânia Viva – uma recriação histórica da sociedade do final da Idade do Ferro. A organização da iniciativa está a cargo da Casa do Povo de Briteiros, em colaboração com a Sociedade Martins Sarmento.
Na antiga povoação, um grupo de brácaros fará reviver as antigas ruinas. Da encenação farão parte a arte da guerra da época, assim como os modos de vida do quotidiano como os festejos e os banquetes.
O programa terá início às 10.30 horas onde decorrerá a iniciativa Museu Vivo, precisamente no Museu da Cultura Castreja. Uma actividade preparada de forma especial para um público infantil. 
A Citânia de Briteiros estará aberta a partir das 16.30 horas para acolher a recriação épica- aí estarão desde início à venda produtos artesanais, ao mesmo tempo que acontecerão diversos momentos lúdicos.
A partir das 18 horas decorrerá um conjunto de representações demonstrativas de várias actividades da época como o treinos dos guerreiros e a reunião do conselho de notáveis. Esta série de encenações terminará com o jantar castrejo.
Os visitantes da Citânia Viva poderão optar por ficar para jantar, experimentando os petiscos que serão confeccionados especialmente para a ocasião. No final poderão assistir à apresentação de “Discórdia dos Deuses”, que será apresentado pelo grupo de teatro TinBra.

A entrada na Citânia de Briteiros será gratuita neste dia."

fonte: "Reflexo Digital"


sábado, 11 de julho de 2015

11 de julho de 1995... o inicio do massacre



Recordamos hoje, o genocídio da população  masculina muçulmana de Srebrenica, ocorrida entre os dias 12 e 25 de julho de 1995.
No seguimento da guerra que estalou entre as nações da antiga Jugoslávia , até 8 mil homens e jovens muçulmanos foram sistematicamente exterminados em Srebrenica, então sob a fraca proteção de soldados holandeses das forças de paz da ONU, no que foi descrito pelo tribunal de crimes de guerra da ONU como "o triunfo do mal".
Em 1995, a cidade de Srebrenica havia sido designada pela ONU como "área segura". Posteriormente ao massacre, um juiz do TPI de Haia descreveu o que ocorreu na cidade como "verdadeiras cenas do inferno escritas nas páginas mais macabras da história humana".
Milhares de civis - na maioria muçulmanos bósnios - tinham buscado refúgio em Srebrenica para escapar de outras ofensivas sérvias no nordeste da Bósnia, sob proteção de apenas 100 mal equipados holandeses das forças de paz da ONU.
As forças sérvias bombardearam Srebrenica de 6 a 11 de julho, antes de entrarem na cidade acompanhadas de equipes de filmagem. No dia seguinte, mulheres e crianças foram separadas dos homens e colocadas em autocarros,conforme as gravações efectuadas pela televisão Sérvia. Os homens e jovens e até algumas crianças foram separados "para interrogatório por suspeitas de crimes de guerra". Com pedidos de reforços negados, os holandeses das forças de paz foram forçados a testemunhar a execução dos civis enquanto as tropas sérvias agiam com o objetivo de "limpeza étnica". Nos dias anteriores ao ataque, 30 mil muçulmanos que fugiam do avanço do Exército sérvio lotaram a cidade. Depois do massacre, não havia restado nenhum muçulmano.
Um grande número escapou, mas os que ficaram enfrentaram o pior. Milhares de homens e , jovens e crianças com idades de 10 a 77 anos foram cercados e assassinados. Aqueles que se tentaram  esconder, de acordo com as evidências apresentadas no julgamento do general sérvio Radislav Krstic em Haia em 2000, "caçados como cães e massacrados. O  ex-comandante servo-bósnio Ratko Mladic é acusado de genocídio, e Srebrenica considerada a maior atrocidade cometida na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.  "Presenteamos a Srebrenica sérvia ao povo sérvio. Chegou o momento de vingar os 'turcos' (nome depreciativo para os muçulmanos bósnios)", disse Mladic em Srebrenica, em palavras registadas então pelos repórteres de rádio e televisão.
Mais de 60 camiões com os refugiados saíram de Srebrenica para locais de execução onde foram vendados, tiveram as mãos atadas e foram mortos por disparos de armas automáticas. Algumas das execuções foram feitas à noite sob a luz de refletores. Posteriormente, escavadoras industriais empurraram os corpos para valas comuns. Alguns foram enterrados vivos, havendo provas de que as forças sérvias mataram e torturaram os refugiados à vontade. Muitos suicidaram-se para evitar que seus narizes, lábios e orelhas fossem cortados.
Há também relatos de adultos que foram forçados a matar seus filhos ou assistir aos soldados porem fim à vida de crianças.
Os principais responsáveis por este massacre, os líderes político e militar dos sérvios da Bósnia, Radovan Karadzic e Ratko Mladic, estão atualmente a serem julgados por genocídio pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia em  Haia (TPI).

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Apresentação ELO 22


O CFFH (Centro de Formação Francisco de Holanda), vai proceder ao lançamento da revista "ELO 22", que nesta sua edição tratará do tema "Politica e Educação".
Na sua 22ª edição, a "ELO" conta com a participação de vários autores, que refletem sobre a temática em quaestão.
Deixamos aqui o programa da apresentação, que decorre no próximo dia 17 de Julho, a partir das 17.00h, no auditório da Escola Secundária Francisco de Holanda, aconselhando a todos os interessados, a inscrição nesta actividade (pode efectuar a sua inscrição, acedendo ao site do CFFH - coluna dos favoritos)

Programa:
Momento musical - Pedro Paredes – guitarra portuguesa.
Licínio Lima: Política e Educação.
Manuel Santos: Presidente de CG da ESCT
Fernando Almeida: Vice-presidente do CE/Conselheiro do CNE
Apresentação da ELO 22 – membro do Conselho Editorial da ELO.
Verde de honra

A não perder... Barco Rock Fest 2015



"A Praia Fluvial de Barco acolhe entre os dias 5 e 9 de Agosto, o Barco Rock Fest. Alguns dos nomes do cartaz 2015 já foram anunciados.
White Haus, Da Chick e o DJ set de Xinobi prometem noites dançantes em Barco. André Indiana, Plus Ultra e Keep Razors Sharp, representam as bandas de rock.
Na edição deste ano o Barco Rock Fest tem como parceiro o site Reverbnation, através do qual quase dois mil artistas de todo o mundo se registaram para tocarem no festival.
Os restantes nomes do cartaz do festival serão divulgados durante este mês e os bilhetes estarão disponíveis para venda online, através da bilheteiraonline.pt e ainda nos balcões de lojas como a FNAC e Worten. Os bilhetes gerais, para todos os dias do festival, estarão à venda por 17 euros."

Para mais informações, segue o "link" (imagem)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Homenagem a Maria Barroso


2 de maio de 1925 - 7 de julho de 2015

domingo, 5 de julho de 2015

Aconselhamos... 23.º Curtas de Vila do Conde


Para mais informações, segue o "link" (imagem)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A não perder... Feira do Livro em Braga


O 40.º aniversário do "Verão Quente de 75" dá o mote à edição 2015 da Feira do Livro de Braga, que decorrerá de 3 a 19 de julho, com 50 expositores de 172 editoras e chancelas, tendo por palco a Avenida Central. Marcarão presença neste evento,  14 autores de obras alusivas ao "Verão Quente", desde memórias a estudos académicos, testemunhos e biografias.
Adelino Gomes, Otelo Saraiva de Carvalho, Maria do Rosário Carneiro e Célia Pedroso são alguns dos convidados.
Na vertente da animação, os destaques vão para concertos de Luís Represas, Rita Redshoes e dos "Aqui", que cantarão temas de abril.

Para mais informações, segue o "link" (imagem).

domingo, 28 de junho de 2015

Cidadanias 2015 - Portugal: a Europa e o Mundo


Pelo 4.º ano consecutivo o NE25A, em parceria com o CFFH, organiza o seminário "Cidadanias". Este ano, a 19 de setembro, na Escola Secundária das Taipas, a partir das 09.00h, com as presenças previstas de António Magalhães, António Sampaio da Nóvoa e Manuel Carvalho da Silva, iremos dialogar sobre "Portugal, a Europa e o Mundo".
A moderação estará a cargo de Francisca Abreu e este espaço de diálogo, está aberto à participação  de todos os que gostem de discutir, dialogar e analisar o nosso Portugal.

As inscrições podem ser feitas através do blogue do NE25A (na coluna de novidades descarrega a ficha de inscrição e envia para o e-mail do NE25A), ou na página do CFFH ( http://www.cffh.pt/?m=coloquios_seminarios_workshops).

CONTAMOS CONSIGO!




quarta-feira, 24 de junho de 2015

887 anos depois.... a Primeira Tarde Portuguesa - S. Mamede

(Batalha de S- Mamede -  pintura de Acácio Lino)

Num dia mais falado pelos feriados municipais de S. João, recordamos aquele que é considerado por muitos, como o acto inicial da nacionalidade portuguesa e que hoje é comemorado no concelho de Guimarães.
José Mattoso considera que a batalha de São Mamede foi o acto fundador da nacionalidade. Esta batalha teve lugar em 24 de Junho de 1128 e resulta do choque de dois contendores que se opunham há muito anos, muito antes de D. Afonso Henriques assumir a chefia desta facção. A tensão entre por um lado a fidalguia do Ribadouro (região entre o Rio Douro e o Rio Minho) cabeça do Condado Portucalense e com forte pendor autonomista, e por outro o partido de D. Teresa, que após a sua união com Fernão Peres de Trava (da principal família galega) mudou a sua posição autonomista para uma mais integracionista no Reino de Leão.
O conflito surgiu em 1120/1121 com a substituição dos fidalgos do Ribaduro  nos postos chave do condado, por Galegos ligados à família Trava. Com o infante a ser educado para governar, é normal que esta fidalguia tenha visto em D. Afonso Henriques o estandarte para a luta armada, cujo prólogo teve lugar em 1127 com o cerco de Guimarães, e que teve o seu momento culminante  em 1128 com a Batalha de São Mamede no lugar de São Redanhas, actualmente Creixomil, onde as forças de Afonso Henriques saíram vitoriosas.
Muitos consideram que este momento é o início da consciência pátria que daria lugar à constituição do reino de Portugal.

domingo, 21 de junho de 2015

Entrega de prémios "Liberdade é... 2015"... a 19 de setembro


Informamos todos os interessados que a entrega dos prémios do concurso "Liberdade é... 2015", efectuar-se-à no dia 19 de Setembro, em horário e local a anunciar oportunamente.


Brevemente mais informações.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Prémio Camões para... Hélia Correia

A escritora portuguesa Hélia Correia é a vencedora do Prémio Camões de 2015.
Hélia Correia nasceu em Lisboa em 1949. Licenciada em Filologia Românica, foi professora do ensino secundário, dedicando-se atualmente à tradução e à escrita. É poetisa, dramaturga e ficcionista. Estreou-se na poesia com O Separar das Águas, em 1981, e O Número dos Vivos, em 1982.
Hélia Correia recebeu o prémio PEN em 2001 e 2013.
Neste regresso à poesia, a escritora prestou homenagem “à sua Grécia” e aos problemas económicos e sociais que está a enfrentar desde o início da crise financeira.
A Casa Eterna (Prémio Máxima de Literatura, 2000), Bastardia (Prémio Máxima de Literatura, 2006) e Adoecer (Prémio da Fundação Inês de Castro, 2010) são alguns títulos da sua bibliografia. No ano passado, venceu  a 23.ª edição do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco com a obra Vinte Degraus e Outros Contos.
A vencedora foi escolhida por unanimidade pelo júri, que reuniu esta quarta-feira no Rio de Janeiro.
Instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, o Prémio Camões é um dos principais prémios de literatura em língua portuguesa. É atribuído o valor de 100 mil euros a um autor “cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento da literatura de língua portuguesa em todo o mundo”.


Hélia Correia junta o seu nome aos de Miguel Torga, Vergílio Ferreira, José Saramago, António Lobo Antunes e Sophia de Mello Breyner Andresen, Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Alberto da Costa e Silva, Pepetela e Mia Couto 

Roteiros da Liberdade... com o AE Afonso Henriques

 
Alunos do AE Afonso Henriques, sob orientação da professora Ema Nunes, produziram um conjunto de textos relativos à Liberdade intitulados "Roteiros da Liberdade".
São estes textos que hoje publicamos, agradecendo aos alunos e professores envolvidos a partilha.
 
"Para a democracia funcionar é preciso esclarecimento, porque obedecer é muito fácil, mas decidir é muito difícil. Para a mim, Liberdade é conjugar os direitos de todas as pessoas da forma mais justa.
Vanessa Seixas | 8.º D
 
A Liberdade
Para mim, a liberdade é respeitar opiniões diferentes da nossa, é saber aceitar que ninguém é igual a ninguém e todos pensamos de formas distintas. Durante o Estado Novo, Liberdade era uma palavra que não existia. Antes do 25 de Abril de 1974, em Portugal, havia a ditadura e as pessoas não podiam dizer o que pensavam, nem se podiam manifestar perante o que sentiam em relação à política… Existiam instituições, como a PIDE, que proibiam e penalizavam as pessoas que não tinham as mesmas opiniões que o Governo.
Hoje em dia, também há exemplos de falta de liberdade e, às vezes, deparámo-‑nos com casos de violência doméstica, “bullyng” e outro tipo de coisas, que vemos na televisão e que nos deixam a pensar a que ponto é que algumas pessoas chegam para invadir assim a liberdade do outro! Liberdade também significa paz, paz consigo próprio e com os outros. Julgo que esses casos de violência têm que ser denunciados e as pessoas que os praticam, como as que sofrem disso, têm que ser ajudados a perceber o que é liberdade e executá-la. E não nos devemos esquecer nunca de que “A minha liberdade acaba quando começa a do outro.”
Francisca Silva | 8.º D      
 O que é, para mim, a liberdade?
LIBERDADE é um dos melhores prazeres da vida, por isso, valorizo as homenagens e festejos do dia 25 de abril. Imagino o sofrimento, desespero e tristeza das pessoas que não eram livres, mas amordaçadas pela censura e injustamente presas por exprimirem as suas opiniões e ideologias.
A querida Prof.ª Armanda Gomes, especializada na área de História e que integra o Núcleo de Estudos 25 de Abril, levou-nos, numa visita guiada à Biblioteca, a esse Tempo, através do projeto “Roteiros de Liberdade”. Mostrou-nos cartazes e notícias, daquele período de sofrimento, “cortadas” com o lápis azul.
Gostaria de ter presenciado esse mítico DIA, e estou atenta a reportagens e filmes sobre o que aconteceu em Abril de 1974, em que a alegria era a Palavra primordial. Ouço “Grândola, Vila Morena” – a canção-senha: transmite-me garra, paixão, espírito crítico, dedicação, orgulho e, sobretudo, a ideia do que é ser livre. Admiro os que foram corajosos e enfrentaram a terrível Ditadura.
Sou muito feliz, e isso também se deve muito àquele DIA. Hoje, os portugueses estão contentes e sentem-se como “pássaros” em liberdade.
Francisca Baptista | 8.º D
Liberdade
Para mim, LIBERDADE é uma forma de viver. Existem vários tipos de liberdade: de expressão, religiosa, de escolha, etc. Mas a única que nunca foi censurada nem roubada foi a liberdade de pensamento. Essa é a que ninguém nos pode tirar, porque é dela que nós somos feitos e de qual se formam as outras liberdades.
Em Portugal, as pessoas nem sempre foram livres, nem sempre puderam dizer o que pensavam, nem sempre se puderam expressar de forma diferente à dos governantes.
Vi uma exposição sobre a liberdade, em Portugal, e sobre o 25 de Abril que se chamava “Roteiros da liberdade” e cheguei à conclusão de que o caminho da liberdade é um caminho de luta.
Para acabar com o regime ditatorial, no dia 25 de abril de 1974, foi preciso um grande período de mais de quarenta anos de luta, de resistência e de força. Durante aquele tempo, muita gente foi presa por contrariar ou não pensar da mesma forma que o Governo.
Felizmente, houve um dia em que as pessoas se revoltaram para ter um futuro melhor. Hoje, temos de nos lembrar que liberdade exige responsabilidade, respeito e tolerância.
João Belmiro Martins | 8. º D                                                                                                   
O que é, para mim, a Liberdade
Existem vários tipos de liberdade: de expressão, de pensamento, de sentimentos, para falar, agir, andar… É preciso liberdade para, praticamente, tudo.                                      Antes do dia 25 de Abril de 1974, em Portugal, todos eram controlados pelo ditador Salazar. Não podiam falar “mal” sobre ele, senão seriam logo castigados. Os portugueses, fartos de estarem “presos”, revoltaram-se nessa data memorável, onde algumas pessoas morreram, mas não em vão, porque conseguimos o tesouro da Liberdade.                         
Devíamos debater mais sobre a Liberdade de sentimentos, porque as mulheres que gostam de mulheres e os homens que gostam de homens não podem demonstrar os seus sentimentos, devido ao medo de serem julgados, de não serem considerados “normais”, de serem excluídos. Imagine-se o que seria viver a vida inteira a ser julgado pela pessoa que é.  
Existe a Liberdade de pensamento, mas, por vezes, parece que todos têm que pensar a mesma coisa, o que é mau, porque cada pessoa é única. Se todas pensarem a mesma coisa, o que é que fará delas únicas?!                                                                             Penso que com a quantidade de guerras e batalhas que já houve para defender a Liberdade, em todo o mundo, é notório o facto de ainda pouco se ter mudado. As pessoas têm tanto medo de ser quem são, que o esforço que dedicaram na palavra “Liberdade”, parece que foi em vão…
 
Fabiana Dias | 8.º D
 
“Com ABRIL aprendemos a sorrir”
 
Com ABRIL um sorriso nasceu,
Nos rostos da amargura,
Na voz que não se ouvia,
No silêncio que se estabelecia,
E que os cravos quebraram,
Num tão grande dia.
 
Dia em que o Povo disse
Ditadura, NÃO! Venha a DEMOCRACIA!
E um sorriso se ergueu nos rostos,
Como se fosse magia.
ABRIL é muito mais que liberdade,
Abril é felicidade,
Abril fez-nos emergir da escuridão
No dia 25, que jamais passará em vão.
 
 
Diogo Sá | 7. º B
 
 

domingo, 14 de junho de 2015

Uma homenagem a Nelson Mandela

Homenagear Nelson Mandela, através da leitura e análise do livro de António Mateus, Mandela: O rebelde exemplar", foi o propósito do Daniel Rodrigues Macedo, da turma C, do 8º ano, da EB 2/3 de Briteiros.
Segundo o Daniel Macedo e passamos a citar "...o livro, como todos sabem, é baseado numa história verídica bem especial, apelativa e exemplar. Mandela deixou-nos um modelo de vida, talvez perfeito, para aprendermos a encarar a nossa. Ainda há milhões de pessoas que vivem na pobreza, sem direitos, muitas vezes só com obrigações. Por muito que enfrentemos as agruras da vida, ninguém imagina a dor e o sofrimento em ter de se contentar com quase nada. Além disso, a fome, a guerra e o racismo são alguns dos pontos débeis da sociedade atual. Pena é que, apesar dos diversos apelos que se fazem e de chegarem ao nosso conhecimento tantos exemplos destas questões, se continuem a ignorar e a não pensar que estes problemas abalam verdadeiramente as pessoas. Daqui eu mencionar, desde já, a minha admiração por um homem que encarou e lutou com força de vontade a defesa dos direitos humanos. Posso mesmo salientar que houve vários paradigmas da vida deste líder que me marcaram mais: a riqueza funciona como um íman e a pobreza como um repelente. Além disso, a pobreza faz-nos descobrir a verdadeira generosidade pois ensina-nos a respeitar e a atravessar o futuro com outra perspetiva.
     Quantas vezes procuramos resolver os problemas e atingir os objetivos com mentiras e sem qualquer esforço, sendo a solução aparentemente imediata e mais fácil?     
     Apesar de ser muito jovem, penso que, ao guiarmos a nossa existência por este caminho, tudo fica sem sentido e a vida pode revelar-se uma armadilha a longo prazo.
    Se formos pela seriedade e tivermos espírito de sacrifício e determinação, a direção que traçamos pode tornar-se penosa e demorada na produção de “frutos”, mas assim são os degraus mais sólidos de um caminho com objetivos exigentes. Este foi o padrão da vida de Mandela – a persistência e a coragem de enfrentar e, sobretudo, não se deixar silenciar por aqueles que dominavam."

Ao Daniel Rodrigues Macedo e à professora Ana Cristina Pereira, o NE25A agradece o envio do trabalho.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

30 anos após... adesão de Portugal à CEE


Celebram-se hoje os 30 anos da assinatura do Tratado que admitiu Portugal, como membro de pleno direito na   Comunidade Económica Europeia (CEE). 
Este tratado, assinado a 12 de junho de 1985, no MOsteiro dos Jerónimos e verificou-se numa conjuntura de grandes mudanças estruturais dentro da própria organização europeia facto que várias vezes conduziu a um atraso das negociações da adesão.
De facto, o pedido de adesão havia sido formalmente aceite a 28 de março de 1977, tendo apenas sido aprovado a 29 de março de 1985, depois de muita pressão do governo do Bloco Central. O tempo de apreciação foi de oito anos e um dia, período durante o qual a CEE se foi certificando da credibilidade e solidez do novo sistema político, concedendo ao mesmo tempo algumas ajudas monetárias ao abrigo dos acordos anteriores.
As questões postas durante o tempo das negociações centraram-se na agricultura, nas pescas e na indústria portuguesa, bem como na necessidade de Portugal não se tornar num contribuinte líquido do orçamento comunitário, numa primeira fase.
O texto assinado impunha uma fase transitória de acordo com as liberdades a serem instituídas no espaço europeu - pessoas, bens e capitais. Assim, a liberdade de trabalhadores só entrou em vigor a partir de 1993, enquanto a liberdade de estabelecimento teve efeito imediato, o que apenas era vantajoso para os países ricos. Quanto à circulação de bens, o limite estabelecido foi também janeiro de 1993, de forma que Portugal tivesse tempo de suprimir os direitos aduaneiros para passar a reger-se pela Pauta Exterior Comum. No que concerne à liberdade de circulação de capitais, Portugal mostrou-se mais conservador, tentando proteger as empresas nacionais do domínio europeu, beneficiando para tal de algumas anulações. O mesmo tipo de política protecionista foi aplicado a setores-chave como os têxteis e a agricultura, onde a evolução foi feita lentamente de forma a permitir uma remodelação (ou reconversão) do sistema agrícola. Relativamente aos tributos, Portugal não conseguiu deixar de vir a tornar-se num contribuinte líquido, apesar de ter conseguido a devolução parcial do IVA até 1991. Por outro lado, Portugal beneficiou de um sistema de ajudas monetárias que visa apoiar o desenvolvimento do país e a sua real integração no conjunto europeu.


quarta-feira, 10 de junho de 2015

10 de Junho de 2015... o nosso dia!




Dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas

terça-feira, 9 de junho de 2015

Congresso Internacional "A Crise Revolucionária de 1975. Estudos transversais".


Para mais informações segue o "link" (imagem)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Livre com um Livro 2015... o filme!


A partir de hoje podes ver a actuação de alunos dos Agrupamentos de escolas de Briteiros, Taipas, Arqueólogo Mário Cardoso, Afonso Henriques, Francisco de Holanda, Virgínia Moura e Escola secundária das Taipas, no passado dia 19 de Abril, na "Black Box" da Plataforma das Artes (Guimarães). 
Para este espectáculo de leitura encenadas, o NE25A contou também com a encenação do "Teatro do Ferro" e o apoio do serviço educativo do CCVF.

Para veres o filme, segue o "link" (imagem), ou acede ao canal do NE25A no "Youtube".

O NE25A agradece à professora Manuela Paredes a cedência das filmagens.


terça-feira, 2 de junho de 2015

Liberdade é... 2015 - Os Premiados

Procedemos hoje à publicação de todos os trabalhos premiados (8). 
Brevemente informaremos sobre o dia, hora e local, onde iremos proceder à entrega dos prémios aos respectivos autores.









segunda-feira, 1 de junho de 2015

Comemoramos o 1 de junho com... "Os meninos da Jamba"

O que há de melhor do que comemorar este dia com um livro.
Esta é a proposta de Nuno Daniel Gonçalves Almeida, aluno do 8.º C, da EB 2/3 de Briteiros, que nos propõe a leitura do livro " Os meninos da Jamba", de Conceição Queiroz.

Segundo o Nuno Almeida e passamos a citar "Embora o livro que vos venho apresentar tenha sido lançado em 2008, a realidade aqui abordada, não está ultrapassada. Por este motivo, as palavras que fazem parte do mesmo, não surgem como um mistério ou como uma narrativa que foi criada com o brilho e o enigma que a maior parte dos livros contém.
       Este é um livro que nos fala da fome, um problema vivido por milhares de pessoas naquela que foi uma das regiões mais castigadas pela guerra civil, a Jamba Mineira, uma região do sul de Angola.
     O livro retrata histórias de esperança e “nasceu” de uma jornalista. Durante essa reportagem, Conceição Queiroz, a jornalista e autora, viveu os dramas dos habitantes da referida região: a falta de recursos, as doenças de que padeciam e as más condições de vida às quais a jornalista não conseguiu ser indiferente.
     De regresso a Portugal, Conceição Queiroz conseguiu reunir bens alimentares, medicamentos e uma ambulância para enviar para a Jamba Mineira.
Com este livro aprendi que devemos valorizar o que os nossos pais fazem por nós e tudo o que nos oferecem. Lembro aquilo a que estamos habituados e que faz parte do nosso dia a dia, como é o exemplo das refeições que fazemos e que parecem confluir como sendo tão natural que não pensamos em mais nada. Na verdade, ainda há muitas crianças e jovens que, se tivessem oportunidade, tudo fariam por um prato de sopa ou por um pão, algo que acalentasse o estômago durante algumas horas.
      Todos apreciamos dormir na nossa cama com cobertores quentinhos, naqueles dias em que faz mais frio. Os meninos da Jamba, nesses dias, dormem uns em cima dos outros, cobertos por tecidos velhos e mantas rasgadas.
      Todos gostamos de ter brinquedos novos, jogar com a bola nova que os nossos pais nos ofereceram ou jogar computador. Estes meninos jogam com uma bola feita de trapos, inventam jogos com papéis, cartões ou tecidos que encontram no chão.
       Esta é a sua triste realidade…
      “Mamã, tenho fome!” Esta continua a ser, ainda hoje, uma das frases mais escutadas na Jamba Mineira.
       Agora sei que aquilo mais me impressionou, quando li este livro, foi a falta de comida e de condições médicas.
       Hoje percebo que, quando digo, “mãe, tenho fome”, sei que não é fome.
      Sinto-me triste com a realidade destes meninos, todavia tenho esperança de que um dia algo vai mudar para melhor, porque todos temos o direito de sermos felizes e viver outras histórias, aquelas que dispensam palavras."

Ao Nuno Almeida e à professora Ana Cristina Pereira, o NE25A agradece o envio do trabalho.