domingo, 16 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
Centenário da Grande Guerra... na ESCT
Dos membros do NE25A da Escola Secundária das Taipas, recebemos a noticia de que no âmbito do Centenário da participação de Portugal na I
Guerra Mundial, a turma F do 10.º ano do curso científico-humanístico de artes
visuais, realizou uma maquete refletindo o ambiente vivido nas trincheiras na I Grande
Guerra.
Este trabalho, realizado com a coordenação
da professora Isabel Lima e apoio do professor Lourenço Mendes, permitiu aos alunos
uma melhor compreensão sobre contexto histórico, mostrando à comunidade
escolar a realidade vivida pelos
soldados da Iª Guerra.
Os nossos parabéns a todos os envolvidos.
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Materiais; Alunos
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Faleceu o "Marquês Vermelho"... Fernando Mascarenhas
Fernando Mascarenhas
1945 - 2014
Para saberes mais sobre este vulto da cultura e da oposição portuguesa ao fascismo, segue o "link" (imagem)
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Homenagem
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Campanha "Um brinquedo e um sorriso"
Dos nossos colegas e amigos do AE de Briteiros, recebemos o pedido de divulgação da campanha de solidariedade "Um brinquedo e um sorriso":
" O Natal é por definição e tradição,
o espaço da família e por tal, o tempo de todas as nossas crianças. Numa época
de continuas limitações a todos os títulos difíceis de suportar, pretendemos
colocar mais sorrisos, ouvir mais gargalhadas de alegria de crianças que
pretendemos ajudar a terem um Natal mais feliz.
Propomos que entregues na tua
Junta de freguesia, ou em qualquer estabelecimento de ensino da área do nosso
agrupamento, um brinquedo que possa ser novamente utilizado por crianças que
dificilmente a eles terão acesso.
Os donativos serão entregues
à Comissão Social Castreja que se encarregará de as distribuir por crianças das
diferentes freguesias, de acordo com aquilo que considerar correto.
Pedimos que os brinquedos a
entregar, se encontrem em estado digno, de acordo com a dignidade com
que todos os seres humanos devem ser tratados.
Obrigado a todos e bom Natal
Votos dos organizadores "
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Campanhas
terça-feira, 11 de novembro de 2014
O Dia do Armisticio
O Armistício de 11 de novembro de 1918 assinala o fim das
operações militares e consequente rendição da Alemanha perante os Aliados, provocando o fim da
Primeira Guerra Mundial.
Durante esta guerra, morreram cerca de 10 milhões de
pessoas, sobretudo na Europa, e ficaram inválidas mais 20 milhões. Só a França,
que contava então 39,6 milhões de habitantes, perdeu 1,4 milhões de militares e
300.000 civis, ficando ainda com 4.266.000 feridos militares.
O Armistício foi assinado dentro de um vagão-restaurante, em
Rethondes, na floresta de Compiègne. O qual teve efeito às 11 horas da manhã —
a "undécima hora do undécimo dia do undécimo mês".
Os principais signatários foram o Marechal Ferdinand Foch,
comandante-em-chefe das forças da Tríplice Entente, e Matthias Erzberger,
representante alemão.
Após a assinatura do armistício, realizaram-se conversações
de paz (Paris), onde são assinados um conjunto de tratados dos quais se destaca
o “Tratado de Versalhes” ( para alguns uma das principais causas para a 2ª guerra
mundial).
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Informação
domingo, 9 de novembro de 2014
O fim do Muro de Berlim e o inicio de um novo Mundo
O Muro de Berlim (Berliner Mauer) era uma barreira física
construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a "Guerra Fria", que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha
Oriental, incluindo Berlim Oriental.
Este muro, além de
dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois
blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído
pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos com as suas alianças
(Nato) e a República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países
socialistas simpatizantes do regime soviético (com o Pacto de Varsóvia ou os países
da denominada Cortina de Ferro). Construído a partir da madrugada de 13 de
Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres
de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de
corrida para cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha
Oriental com ordens de atirar para matar (Ordem 101) os que tentassem escapar,
o que provocou a morte a mais de 130 pessoas ( segundo as fontes mais recentes 138 mortos)
Durante a onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o
governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989 e após
manifestações gigantescas como a de Leipzig, que todos os cidadãos da RDA
poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães
orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do
outro lado, numa atmosfera de celebração.
Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram
destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs. Mais tarde,
equipamentos industriais foram usados para remover quase o todo da estrutura. A
queda do Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação alemã que foi
formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990.
Para muitos é o fim da “Guerra Fria” e o inicio de uma nova
era de paz e segurança; para outros, o inicio das tentativas de hegemonização
alemã, sobre a Europa.
Para veres como foi o Muro e o dia da sua queda, sobre o qual se comemora hoje o 25.º aniversário, segue o "link" (imagem do derrube do Muro).
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Informação
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Lembrar o centenário da Grande Guerra com... "Coldplay"
Da professora Ana Silva (AE Briteiros), recebemos esta proposta para rever a 1.ª Guerra Mundial.
Música do grupo "Coldplay", imagens da época, para utilizar em contexto de sala de aula e não só.
Segue o "link" (imagem), para acederes ao video.
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Materiais; Professores
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Leituras em dia com... "País de Abril - Uma antologia"
Com edição da D.Quixote, aconselhamos a
leitura do livro de Manuel Alegre " País de Abril".
" Muitos anos antes do 25 de Abril Manuel
Alegre escreveu sobre o País de Abril, Maio e os cravos vermelhos.
Nesta antologia há muitos poemas que falam de
Abril antes de Abril e de Maio antes de Maio, em Praça da Canção, editada em
1964, e em O Canto e as Armas, de 1967.
Em O Canto e as Armas há, por exemplo, aqueles quatro versos de «Poemarma» que, decerto, anunciam o primeiro comunicado da Revolução:
Em O Canto e as Armas há, por exemplo, aqueles quatro versos de «Poemarma» que, decerto, anunciam o primeiro comunicado da Revolução:
Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal."
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal."
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Leituras em Dia
domingo, 2 de novembro de 2014
Centenário da Grande Guerra... 26 de Novembro
O NE25A e o CFFH realizam no próximo dia 26 de Novembro, um colóquio evocativo do centenário da 1ª Guerra Mundial. Este evento, aberto ao público em geral e não só a professores, realiza-se na Escola Secundária Francisco de Holanda, a partir das 18 horas e 30 minutos e conta com a participação de José Manuel Cordeiro (UM), Gil Santos (ESCT), Artur Leite (Fafe), com a moderação de Alberto Lameiras (ESFH).
Para procederem à inscrição, vá à página do CFFH (coluna dos favoritos), ou siga o "link" (imagem).
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A Comunidade
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Aconselhamos... "Crónicas de Dias de Desespero"
Hoje, na rubrica "Leituras em Dia", aconselhamos a leitura e análise do novo livro do professor Santana Castilho, intitulado "Crónicas de Dias de Desespero".
Neste livro, editado pelas "Edições Pedago", o autor reúne as crónicas publicadas no jornal Público, durante o
Governo de Pedro Passos Coelho.
Uma boa oportunidade para pensar a educação e não só.
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Leituras em Dia
sábado, 25 de outubro de 2014
O NE25A... no Facebook
O Núcleo de Estudos 25 de Abril, aderiu às redes sociais criando uma página no Facebook para o efeito.
Como forma de divulgação das nossas atividades e de diversos projectos que nos pareçam interessantes ou de acordo com os princípios que defendemos (igualdade, tolerância e liberdade), além do nosso blogue, utilizaremos mais esta ferramenta de comunicação.
Convidamos-vos a fazer "Gosto" na nossa página cujo link se encontra em baixo, ou, se preferires, a seguir pela imagem.
https://www.facebook.com/pages/N%C3%BAcleo-de-Estudos-25-de-Abril/728292463932387
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Informação
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Conferência "Centenário da Grande Guerra"... 26 de Novembro

Numa organização conjunta, o CFFH e o NE25A, vão realizar o colóquio
“O Centenário da Grande Guerra”, no dia 26 de novembro, das 18.30h às 20.30h,
na escola secundária Francisco de Holanda.
Este colóquio, conta com as participações dos Professores José Manuel Cordeiro
(UM), Artur Magalhães Leite (Fafe), Gil Santos (ESCT) e moderação de Alberto
Lameiras (ESFH), e destina-se a refletir sobre as vicissitudes do conflito a
nível europeu e da participação de Portugal no mesmo.
Considerando que a temática é de enorme interesse e
atualidade, contamos com a sua presença.
Para procederes à tua inscrição dirige-te à página do CFFH, ou segue o "link" (logótipo do CFFH).
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Actividades
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
II Seminário Internacional de Educação Patrimonial
Da professora Damiana Sousa, membro do NE25A, recebemos a seguinte informação que passamos a divulgar:
" Realiza-se nos dias 4 e 5 de dezembro de 2014, em Braga (Auditório do Museu D. Diogo de Sousa) organizado em parceria pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho e a Câmara Municipal de Braga (Gabinete de Arqueologia), o II Seminário Internacional de Educação Patrimonial.
Visa aprofundar a reflexão sobre a investigação em Educação Patrimonial, o debate epistemológico em torno da Museologia e do Património, assim como a divulgação de experiências investigativas e pedagógicas nestas áreas.
Destinatários: Investigadores em Educação Histórica e Geográfica, professores do Ensino Básico e do Ensino Secundário, educadores em museus e mediadores culturais, alunos de licenciatura, mestrado e doutoramento com interesse nas áreas científicas referidas.
Obs: Encontra-se em processo de acreditação como Ação de Formação, na modalidade de Seminário, pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), com 16 horas - 0,6 créditos - para docentes dos grupos 110, 200, 240, 400, 420 e 600 (Ensino Básico e Secundário).
Para mais informações sobre o programa, o envio de comunicações e/ou as inscrições, segue o link do II Seminário Internacional de Educação Patrimonial (imagem)."
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A Comunidade
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Tertúlia... "Os Caminhos de Santiago na Atualidade"
Do amigo e colaborador do NE25A, J. Salgado Almeida, recebemos a seguinte informação, que passamos a divulgar
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A Comunidade
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Aconselhamos...1º Sarau "OsMusiké"
OSMUSIKÉ-Associação Musical e Artística
do Centro de Formação Francisco de Holanda, realizam no próximo dia 17 de Outubro (sexta feira), seu 1.º sarau musical.
O evento terá lugar no Auditório da Universidade do Minho, com inicio pelas 21.30h.
A não perder.
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A Comunidade
domingo, 12 de outubro de 2014
Novo apoio... Centro de Formação Martins Sarmento
É com muito orgulho que anunciamos a todos aqueles que nos seguem, o apoio que o Centro de Formação Martins Sarmento vai passar a prestar a este projecto.
Temos a certeza que este apoio significará um salto qualitativo bastante grande para o NE25A e para as actividades que promovemos.
Aos responsáveis do CFMS, particularmente ao seu Director (Dr. António Leite), agradecemos o apoio agora iniciado.
O Centro de Formação Martins Sarmento foi instituído pelo Desp.108/ME/93, de 29/06/1993, na sequência do processo constitutivo organizado ao abrigo do Decreto-Lei n.º 242/92 e demais legislação complementar.
Em consequência do processo de reordenamento nacional da rede de centros de formação o Centro foi extinto, tendo surgido em seu lugar, e sob a mesma designação, o atual Centro de Formação Martins Sarmento, constituído em 8 de Julho de 2008
e homologado pelo senhor Diretor Regional da DREN em 15 de Julho do mesmo ano.
Para acederes à página do CFMS, segue o "link" (imagem), ou vai à coluna de Favoritos.
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Informação
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Nobel da Paz 2014
A jovem Malala Yousafzai – tantas vezes nomeada
neste espaço- e o indiano Kailash
Satyarthi foram os vencedores do Nobel da Paz 2014.
Malala Yousafzai (17 anos)
é
uma defensora dos direitos da mulher e um símbolo da resistência aos esforços
dos talibãs em negar educação e outros direitos às mulheres.Torna-se na pessoa
mais jovem a vencer o Nobel da Paz.
Com
50 anos, Kailash Satyarthi é um dos promotores da Marcha contra o Trabalho
Infantil e já resgatou mais de 60 mil crianças trabalhadores e também adultos
mantidos sob regime de escravidão
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Homenagem
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Leipzig, 9 de Outubro de 1989... o inicio do fim do Muro de Berlim
O 9 de
Outubro de 1989 é um dos dias marcantes para mais uma das conquistas da Liberdade.
Nessa segunda-feira,
o mundo assistiu estupefacto aos gritos de 70 mil pessoas, que se juntaram em Leipzig
para protestar contra o SED, o então partido estatal da RDA. Ficou célebre o
grito “Wir sind das Volk” (nós somos o povo).
Uma
manifestação de massa, contra o estado totalitário comunista, que não percebeu
o que o povo queria: liberdade. Não só liberdade na vida e na sociedade, mas
também liberdade de viajar e, ainda mais importante, a liberdade de viajar para
fora.
Enquanto uns protestavam nas ruas,
de forma cada vez mais poderosa, contra a ditadura estatal, todas as
segundas-feiras – não apenas em Leipzig, mas também em Halle e em
Eisenhüttenstadt –, dezenas de milhares, deixavam a RDA, a maioria de forma
ilegal.
Dois dias
antes, a 7 de outubro, a RDA havia celebrado seu 40º aniversário, sem perceber
os sinais dos tempos, o desejo de mudança ( tantas vezes personificada pela “perestroika”
e a “glasnost” de Mikail Gorbatchev)
Quatro
semanas de manifestações e comícios culminaram no fim das divisões alemã e
europeia, com o derrube do Muro de Berlim, a 9 de Novembro. Foi o dia em que o
povo perdeu o medo da ditadura.
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Homenagem
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
O manicómio... a opinião de Santana Castilho
" O grotesco do caos em que o início do ano lectivo se transformou vai do
cómico ao dramático. Sob a tónica da insensatez do desvairado que o dirige, o
Ministério da Educação e Ciência assemelha-se a um manicómio gerido pelos
doentes. A última paciente, a directora-geral da Administração Escolar, decidiu
sambar na cara de milhares de alunos, pais e professores: com a coragem própria
dos cobardes, mandou os directores despedirem os professores anteriormente
contratados. Sim, esses mesmos em que o leitor está a pensar. Aqueles a quem o
ministro Crato (entretanto desaparecido atrás da palavra que não tem) garantiu,
na casa da democracia, que não teriam qualquer espécie de prejuízo quando ele,
ministro incompetente, corrigisse o enorme disparate para que acabava de pedir
a desculpa da nação. Leio que são 150 nestas condições. Contratos antes
assinados, agora rasgados. Como o daquela colega de Bragança, colocada em
Constância a 12 de Setembro e reenviada para Vila Real de Santo António a 3 de
Outubro. Casa alugada com caução perdida. Filha a mudar de escola outra vez.
Confiança no Estado caída na lama, a reclamar, pelo menos em nome da decência
mínima e última, que algo aconteça. Porque não se trata da consciência que o
ministro não tem. Trata-se da obrigação republicana de quem o nomeou.
Retomo o que já anteriormente escrevi. Navegar por entre a teia
kafkiana da legislação aplicável aos concursos de professores é um desesperante
exercício de resistência. Só legisladores mentalmente insanos e socialmente
perversos a podem ter concebido, acrescentando sempre uma nova injustiça à
anteriormente perpetrada. Leiam as 1347 páginas das listas de subcritérios,
agora tornadas públicas, verdadeiro hino à liberdade de disparatar, e ousem
dizer-me que não tenho razão. Os concursos de professores tornaram-se
coreografias sinistras, danças macabras de lugares para despedir docentes. É
isso que está em causa. Não as reais necessidades das escolas, muito menos as
do país vindouro. A distorção nas representações sobre as condições de
exercício da profissão docente, ardilosamente passada pelo Governo para a
sociedade em geral, atingiu o limite do suportável e ameaça hoje a própria
integridade profissional dos professores, que não se têm afirmado
suficientemente vigorosos para destruir estereótipos desvalorizantes. Com
tristeza o digo, mas a classe dos professores manifesta-se cada vez mais como
uma classe de dependências. E quem assim se deixa aculturar, dificilmente
compreenderá o valor da independência e aceitará pagar o seu custo.
Quando o Papa proclama, em boa hora, que não há mães solteiras, mas
tão-só mães, nós, classe docente desunida, demoramos, primeiro, e somos
inconsequentes, depois, a dizer que não há professores de primeira e
professores de segunda, mas tão só professores. Caímos na armadilha de calar as
aspirações legítimas de uns com o retrocesso das aquisições de outros,
contentes por termos evitado o vandalismo maior que o Governo projectava para
todos. Enquanto isto, a colega de Bragança enche o carro com as tralhas de mais
uma mudança de casa e ruma a Vila Real de Santo António, engolindo a raiva. Sem
que uma solidariedade operante, atempada, impeça que a calquem. O que este
Governo mudou no sistema de ensino português terá consequências cujo alcance
não está a ser percebido pela maioria dos portugueses. Mas há um universo, o
dos professores, que se assume como espectador num processo em que é actor. Por
omissão, concedo. Com gradientes diversos de responsabilidade, volto a
conceder. Mas com o ónus global de não dizer não. Um não veemente quanto
necessário para pôr cobro aos dislates de uma política que nos reconduz ao
passado e nos recusa o futuro. A crise financeira e económica não justifica o
pacifismo reinante face à crise da democracia. Os sindicatos, as associações
profissionais, os directores de escola e os professores, pese embora o que têm
feito, o que dizem e escrevem, acabam por ser espectadores num processo em que,
historicamente, serão julgados como actores. Actores de uma tolerância
malquista, que vai poupando a besta que não os poupa.
A arrogância, o ódio aos professores, a ignorância sobre a realidade do
sistema educativo e das escolas e a impreparação política e técnica são os
eixos identificadores daquilo que poderemos designar por bloco central de governo
da Educação da última década. Se apelarmos à memória, salta à vista a
convergência ideológica entre Maria de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato,
relativamente ao papel dos professores. Uma ou outra divergência quanto a
processos não apaga o essencial. Do outro lado da barricada, a classe dos
professores não interiorizou, enquanto tal, a dimensão política da sua
profissão.
E, em momentos vitais das lutas a que tem ido, soçobrou por isso."
in: http://santanacastilho.blogspot.pt/
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Opinião
domingo, 5 de outubro de 2014
A opinião... o Dia Mundial do Professor em Portugal
O "Opinião", é um espaço de divulgação de textos que mostrem a liberdade nas suas diferentes matizes. Este espaço é da responsabilidade dos autores de cada texto, estando o NE25A aberto à publicação de textos que nos queiram enviar (obedecendo às regras de uma cidadania responsável e democrática).
O de hoje é da responsabilidade de Amadeu Faria, professor de História, do Agrupamento de Escolas de Briteiros.
"Disse Confúcio: uma imagem vale mais do que mil palavras.
Pode parecer surreal e imaginária a situação de falência e de desespero, enfrentada por todo um enorme conjunto de profissionais altamente qualificados pelo ensino superior português. Esta situação, combatida não só com greves, manifestações e abaixo assinados, mas também com acções de cariz pedagógico e educativo (dois palavrões para as altas individualidades), continua a trazer para o "lado" da escola pública, todos aqueles que acreditam que a educação é o bem essencial e fundamental para o ser humano.
No entanto um conjunto de individualidades insiste em fazer de conta que está tudo bem ( o "ajustamento assim o obriga", mas só para o publico), assobiando para o lado, pedindo desculpas e apostando naquilo que gostam de apelidar de "autonomia" (confundindo decerto o conceito com o poder que foi dado aos directores e com as novas propostas de municipalização da educação ). Enquanto professor sempre me inculcaram a velha máxima de errar é humano... mas bolas!! Tanto? Para o mesmo lado!!!O que hoje é... logo pode ser que não???
As desculpas evitam-se, tendo-se em atenção a competência e o que é dito pelas comunidades educativas, agora felizmente cada vez mais unidas perante esta "implosão planeada (ou não?), de um dos braços da democracia portuguesa.
A todos quantos lutam e lutarão pelo futuro dos nossos filhos, pela qualidade do ensino público português... obrigado!!"
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Opinião
Instauração da República foi há 104 anos
Tendo por base 2 trabalhos produzidos pelo NE25A (cartaz alusivo à instauração da República e filme "5 de Outubro") por alturas das comemorações oficiais do centenário da instauração da República em Portugal (5 de Outubro de 1910), celebramos e recordamos hoje esse momento.
Recordamos que o video pode ser descarregado do nosso canal no "YouTube", ou na coluna de novidades.
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Homenagem
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
"Da Europa de Schuman à não Europa de Merkel"... uma visão sobre os caminhos da Europa
De Eduardo Paz Ferreira, com chancela da Quetzal,
aconselhamos a leitura da obra "Da Europa de Schuman à não Europa de Merkel".
A obra destaca alguns dos momentos marcantes da criação e
consolidação da União Europeia, tal como algumas opiniões críticas acerca do
plano geral de ação para a Europa.
“Como foi possível passar de um projecto comum, em que todas as vozes e vontades se juntavam, a um (des)agregado de países, alguns unidos por pouco mais do que uma moeda comum, em que os interesses nacionais a tudo se sobrepõem, e os conflitos e ódios florescem? Onde errámos? Nos termos da própria criação do Mercado Comum? No Tratado de Maastricht e nas suas revisões? Nos poderes não controlados, outorgados a um grupo de políticos com legitimação frágil e a uma massa anónima de eurocratas insensíveis? Ou teremos errado ao criar o ambiente que levou à passagem de uma Alemanha Europeia a uma Europa Alemã? Num livro pontuado pela decepção, mas em que persiste a ilusão do grande sonho europeu, há ainda espaço para a apresentação de um programa geral de acção para a Europa: democratizar, desenvolver e "desgermanizar". Existirá uma Europa capaz de responder a este programa?”
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Leituras em Dia
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
4ª Edição do Guimarães Noc Noc
A "Associação cultural Ó da casa"
, leva a cabo nos próximos dias 4 e 5 de Outubro, na cidade de Guimarães, a 4ª
edição da mostra G'Noc Noc.
Nos dias 4 e 5 de Outubro mais
de 400 artistas, distribuídos por um percurso que ultrapassa os 70 espaços,
compõem o mapa do festival fazendo da 4ª edição a mais extensa na história do
evento. Os projetos chegam de todos os pontos de Portugal e tem representações
internacionais vindas da Alemanha, Brasil, Bulgária, Espanha, França e México.
Da Escócia, fruto de um intercâmbio cultural iniciado em 2013, chegam também
artistas do projeto Glasgow Open House, que tiveram no noc noc uma das
referências para a sua 1ª edição, em abril passado.
Para saberes mais sobre o que podes ver e onde, segue o "link" (imagem).
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A Comunidade
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Leituras em dia... "Os 10 Erros da Troika em Portugal"
De Rui Peres Jorge, numa edição da "Esfera dos Livros", aconselhamos a leitura de "Os 10 erros da troika em Portugal".
“ Três anos depois
da chegada da Comissão Europeia, FMI e BCE a Portugal. Três anos depois do
início do Programa de Assistência Económica e Financeira. Três anos depois do
empréstimo de 78 mil milhões de euros e de sucessivas medidas de austeridade
agressivas sobre a vida dos portugueses, o balanço da passagem da Troika é
desolador. A economia portuguesa passou por três anos de recessão e encontra-se
aos níveis de 2003. O desemprego atingiu níveis nunca antes vistos,
estimando-se que quase um quinto da população ativa não tenha emprego. Quem
mantém o seu posto de trabalho, viu-se sujeito a cortes salariais, aumento de
impostos. Pensionistas e grupos sociais mais vulneráveis sofreram vários cortes
nos apoios públicos. Como se justifica que o programa de assistência tenha
falhado quase todas as previsões? Que 27 mil milhões de euros de austeridade só
tenham reduzido o défice em nove mil milhões? Que o presidente da República
preveja que até 2035 Portugal vá ficar sob vigilância apertada? E que os
portugueses se sintam cada vez mais encurralados perante uma austeridade que se
vai perpetuar e empurrou por ano mais de 100 mil pessoas para fora do País à
procura de melhor vida? Rui Peres Jorge, jornalista de economia que acompanhou
de perto o programa de assistência no nosso país, analisa de forma clara e
objectiva 10 erros cometidos pela troika em Portugal. Fraco conhecimento da
realidade económica portuguesa e da verdadeira extensão da crise a nível
europeu condicionaram à partida as regras de um programa que se revelou
desajustado, aplicando medidas de contracção similares para todos os países
resgatados. O tratamento privilegiado das instituições financeiras, a reforma do mercado de
trabalho, que deu primazia à redução de salários em vez de promover soluções
estruturais. Um desafio permanente aos limites constitucionais. E a chegada
tardia e tímida de políticas virtuosas, como o combate a lucros excessivos de
grandes empresas. Estes são alguns dos erros abordados nesta obra essencial
para refletir sobre o Portugal que a Troika nos deixa e pensar em soluções para
o futuro.”
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Leituras em Dia
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