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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O 28 de Setembro de 1974 e o fim da 1.ª fase da Revolução

28 de Setembro de 1974, assinalou 0 1.º grande momento de tensão politica e social no Portugal saído do 25 de Abril..
É para o dia 28 de Setembro que é convocada uma manifestação da auto denominada “Maioria silenciosa”, iniciativa política de alguns sectores conservadores da sociedade portuguesa, civil e militar, de apoio ao então Presidente da República General Spínola.
Perante esta acção o, na altura, Brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho do COPCON e o Ministro da Defesa Firmino Miguel, reagem, sendo a manifestação proibida pelo MFA.
Os partidos políticos de esquerda distribuem entretanto comunicados apelando “à vigilância popular” e denunciam as tentativas contra-revolucionárias dessa minoria tenebrosa. São levantadas barricadas populares nos acessos a Lisboa e noutras localidades. Durante a noite, grupos de militares tomam o lugar dos ativistas civis. São detidas várias figuras políticas afectas ao velho regime, quadros da Legião Portuguesa, da Mocidade e alguns manifestantes.
António de Spínola tenta entretanto reforçar o poder da Junta de Salvação Nacional, que comanda, e, em vão, estabelecer o estado de sítio. Em consequência disso, a Comissão Coordenadora do MFA impõe-lhe a demissão dos três generais mais conservadores do grupo: Galvão de Melo, Manuel Diogo Neto e Jaime Silvério Marques. Derrotado, Spínola demite-se a 30 de Setembro do cargo de Presidente da República, sendo substituído pelo general Costa Gomes. No seu discurso de renúncia, Spínola denuncia certas políticas do governo e prenuncia o caos, a anarquia e “novas formas de escravatura”.

Com a “vitória sobre a reacção” e a derrota da direita civil (segundo o então primeiro Ministro Vasco Gonçalves), termina o primeiro ciclo do PREC.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Amanhã... CIDADANIAS IV: - Portugal: a Europa e o Mundo






António Magalhães, António Sampaio da Nóvoa e Manuel Carvalho da Silva, são amanhã os convidados do NE25A para a 4ª edição do seminário "CIDADANIAS".

O tema para análise é "Portugal: a Europa e o Mundo", a partir das 09.0h na Escola Secundária das Taipas ( inscrições encerradas)



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

3 vezes 11 de setembro


11/09/1973

O fim do estado democrático no Chile. 
O governo do presidente Salvador Allende, foi deposto no seguimento de um golpe de estado iniciado na madrugada de 11 de setembro e que  recebeu a adesão, na capital, das três armas e do Corpo de Carabineiros, numa operação comandada pelo general Augusto Pinochet. Os confrontos nas ruas foi caracterizado pelo massacre nos bairros operários e fábricas ocupadas responsável por cerca de 10 mil mortos e milhares de prisões; o ataque ao Palácio de La Moneda, onde Allende resistiu e acabou assassinado ( ou se suicidou segundo outras fontes), completou a vitória da extrema direita e da CIA sobre as forças de esquerda e extrema esquerda chilenas.



11/09/ 1985

O mais trágico acidente ferroviário em Portugal.
Nesse dia o comboio Sud-Express com destino a Paris,chocou em Alcafache, com o comboio Regional que seguia para Coimbra. Muitos passageiros, sobretudo emigrantes, morreram carbonizados. Ainda hoje, é considerado o pior acidente ferroviário em Portugal. 
Entre os 460 passageiros que viajavam nos dois comboios sinistrados foram confirmados 49 mortos, embora apenas tenha sido possível reconhecer 14. E 64 passageiros continuam dados como desaparecidos. Ao todo estão confirmadas para cima de uma centena de vítimas. Dados mais recentes, apontam para uma estimativa entre as 120 e 150 vítimas mortais.



11/09/2001

Os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, chamados também de atentados de 11/09, foram uma série de ataques suicidas coordenados pela al-Qaeda aos Estados Unidos. Nesse dia, 19 terroristas da al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Os sequestradores intencionalmente colidiram com dois dos aviões contra as Torres Gémeas do World Trade Center em Nova Iorque, símbolo do capitalismo, matando todos a bordo e muitos dos que trabalhavam nos edifícios. Ambos os edifícios ruiram em duas horas, destruindo prédios vizinhos e causando outros danos. Um terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, centro das FA Norte Americanas e um quarto avião caiu num campo próximo deShanksville, na Pensilvânia, depois de alguns dos passageiros e tripulantes tentarem retomar o controlo do avião, que os sequestradores tinham reencaminhado para Washington.O número total de mortos nos ataques foi 2 996 pessoas, incluindo os 19 sequestradores. A esmagadora maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países.Os Estados Unidos responderam aos ataques com o lançamento da chamada “Guerra ao Terror”: o país invadiu o Afeganistão para derrubar o regime Taliban, apoiante da “Al-Qaeda” e de Bin-Laden ( eliminado no Paquistão em 1 de Maio de 2011 por tropas especiais dos EUA) .



domingo, 28 de junho de 2015

Cidadanias 2015 - Portugal: a Europa e o Mundo


Pelo 4.º ano consecutivo o NE25A, em parceria com o CFFH, organiza o seminário "Cidadanias". Este ano, a 19 de setembro, na Escola Secundária das Taipas, a partir das 09.00h, com as presenças previstas de António Magalhães, António Sampaio da Nóvoa e Manuel Carvalho da Silva, iremos dialogar sobre "Portugal, a Europa e o Mundo".
A moderação estará a cargo de Francisca Abreu e este espaço de diálogo, está aberto à participação  de todos os que gostem de discutir, dialogar e analisar o nosso Portugal.

As inscrições podem ser feitas através do blogue do NE25A (na coluna de novidades descarrega a ficha de inscrição e envia para o e-mail do NE25A), ou na página do CFFH ( http://www.cffh.pt/?m=coloquios_seminarios_workshops).

CONTAMOS CONSIGO!




domingo, 21 de junho de 2015

Entrega de prémios "Liberdade é... 2015"... a 19 de setembro


Informamos todos os interessados que a entrega dos prémios do concurso "Liberdade é... 2015", efectuar-se-à no dia 19 de Setembro, em horário e local a anunciar oportunamente.


Brevemente mais informações.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

30 anos após... adesão de Portugal à CEE


Celebram-se hoje os 30 anos da assinatura do Tratado que admitiu Portugal, como membro de pleno direito na   Comunidade Económica Europeia (CEE)
Este tratado, assinado a 12 de junho de 1985, no MOsteiro dos Jerónimos e verificou-se numa conjuntura de grandes mudanças estruturais dentro da própria organização europeia facto que várias vezes conduziu a um atraso das negociações da adesão.
De facto, o pedido de adesão havia sido formalmente aceite a 28 de março de 1977, tendo apenas sido aprovado a 29 de março de 1985, depois de muita pressão do governo do Bloco Central. O tempo de apreciação foi de oito anos e um dia, período durante o qual a CEE se foi certificando da credibilidade e solidez do novo sistema político, concedendo ao mesmo tempo algumas ajudas monetárias ao abrigo dos acordos anteriores.
As questões postas durante o tempo das negociações centraram-se na agricultura, nas pescas e na indústria portuguesa, bem como na necessidade de Portugal não se tornar num contribuinte líquido do orçamento comunitário, numa primeira fase.
O texto assinado impunha uma fase transitória de acordo com as liberdades a serem instituídas no espaço europeu - pessoas, bens e capitais. Assim, a liberdade de trabalhadores só entrou em vigor a partir de 1993, enquanto a liberdade de estabelecimento teve efeito imediato, o que apenas era vantajoso para os países ricos. Quanto à circulação de bens, o limite estabelecido foi também janeiro de 1993, de forma que Portugal tivesse tempo de suprimir os direitos aduaneiros para passar a reger-se pela Pauta Exterior Comum. No que concerne à liberdade de circulação de capitais, Portugal mostrou-se mais conservador, tentando proteger as empresas nacionais do domínio europeu, beneficiando para tal de algumas anulações. O mesmo tipo de política protecionista foi aplicado a setores-chave como os têxteis e a agricultura, onde a evolução foi feita lentamente de forma a permitir uma remodelação (ou reconversão) do sistema agrícola. Relativamente aos tributos, Portugal não conseguiu deixar de vir a tornar-se num contribuinte líquido, apesar de ter conseguido a devolução parcial do IVA até 1991. Por outro lado, Portugal beneficiou de um sistema de ajudas monetárias que visa apoiar o desenvolvimento do país e a sua real integração no conjunto europeu.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Foi há 89 anos... a ditadura militar

Revolução de 28 de Maio de 1926,ou Golpe de 28 de Maio de 1926 ou Movimento do 28 de Maio,foi conhecido pelos construtores do Estado Novo como a Revolução Nacional. 
O Golpe de 28 de Maio de 1926 foi um pronunciamento militar de índole ditatorial, ferozmente nacionalista e anti-parlamentar, iniciado em Braga comandada pelo general Gomes da Costa, tendo a adesão imediata de cidades como PortoLisboaÉvoraCoimbra e Santarém
Com o triunfo do movimento, a 6 de Junho de 1926, na Avenida da Liberdade, em Lisboa,Gomes da Costa desfila à frente de 15 mil homens, sendo aclamado pelo povo da capital. Era o fim da experiência democrática parlamentar da Primeira República. 
Com o golpe surge a chamada Ditadura Nacional (Militar), que posteriormente e após a aprovação da Constituição de 1933, se transforma em Ditadura do tipo fascista (Estado Novo)
O regime ditatorial vigorou em Portugal durante 48 anos até ao 25 de Abril de 1974 (Revolução dos Cravos)
Assim, hoje, dia 28 de Maio de 2015, recordemos o 89º aniversário do inicio de um período que marcou as páginas de Portugal, com cores que não devemos esquecer para não as semear de novo.

sábado, 9 de maio de 2015

9 de maio... dia de uma ideia - Europa


"Quando, em 9 de maio de 1950, propôs à República Federal da Alemanha e aos outros países europeus que quisessem associar-se a criação de uma comunidade de interesses pacíficos, Robert Schuman realizou um acto histórico. Ao estender a mão aos adversários da véspera, não só apagava os rancores da guerra e o peso do passado como desencadeava um processo totalmente novo na ordem das relações internacionais, ao propor a velhas nações, pelo exercício conjunto das suas próprias soberanias, a recuperação da influência que cada uma delas se revelava impotente para exercer sozinha. Esta proposta de Robert Schuman, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia. Na Cimeira de Milão de 1985, os Chefes de Estado e de Governo decidiram celebrar o dia 9 de maio como "Dia da Europa".

A Europa que, desde essa data, se constrói dia a dia representou o grande desígnio do século XX e uma nova esperança para o século que se inicia. A sua dinâmica nasce do projecto visionário e generoso dos pais fundadores saídos da guerra e animados pelo desejo de criar entre os povos europeus as condições de uma paz duradoura. Esta dinâmica renova-se sem cessar, alimentada pelos desafios que se colocam aos nossos países num universo em rápida e profunda mutação. Este imenso desejo de democracia e de liberdade fez cair o muro de Berlim, devolveu o controlo do seu destino aos povos da Europa Central e Oriental e hoje, com a perspectiva de próximos alargamentos que consagrem a unidade do continente, confere uma nova dimensão ao ideal da construção europeia."

Para saberes mais sobre a União Europeia, segue o "link" (imagem)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Rendição Nazi... primeira assinatura a 7 de maio de 1945

Para a história, o 8 de maio de 1945 é a data oficial da capitulação da Alemanha nazista ao final da Segunda Guerra Mundial, mas o primeiro ato aconteceu, na verdade, um dia antes, 7 de maio, em Reims (França), enquanto que o definitivo foi concluído na noite de 8 para 9 de maio em Berlim.
O primeiro documento de rendição foi assinado pelo general Alfred Jodl, chefe do Estado-Maior da Wehrmacht, em 7 de maio de 1945, no quartel-general americano de Reims (leste da França).
Do lado dos vencedores, a ata foi rubricada pelo general Walter Bodell-Smith, chefe do Estado-Maior do general Dwight Eisenhower, comandante supremo dos Aliados, e o general soviético Ivan Susloparov.
O general francês François Sevez, chefe do Estado-Maior do general Charles de Gaulle, foi convidado para assiná-lo na qualidade de simples testemunha.

Tratava-se de uma ata puramente militar de rendição (Act of Military Surrender), que exigia das tropas alemãs o fim dos combates em 8 de maio, às 23h01 (hora da Europa Central) e que obedecessem às ordens impostas.

terça-feira, 17 de março de 2015

Roteiros da Liberdade... 27 e 28 de Março

Com  o apoio da A25A e organização do Núcleo de Estudos 25 de Abril, 40 professores, autarcas e membros individuais de diversas comunidades, participam no 1º "Roteiros da Liberdade".
Este projecto inicia-se no dia 27 de Março e consiste numa visita de estudo a locais emblemáticos da revolução e/ou do fascismo. Assim os participantes poderão visitar a prisão/fortaleza de Peniche, o núcleo museológico da Pontinha ( onde se encontra o posto de comando do MFA da noite de 24 para 25 de Abril) e, com a intervenção do coronel Matos Gomes, um passeio pedestre, enquadrado historicamente, por locais emblemáticos na cidade de Lisboa ( Terreiro do paço, Rua do Carmo, Largo do Carmo, Rua António Maria Cardoso, etc).
Na noite de 27 de Março, os participantes jantam no restaurante da sede da A25A, com a presença de elementos da Associação.

Brevemente mais noticias sobre novas actividades a lançar brevemente.

segunda-feira, 16 de março de 2015

o 16 de Março de 1974... balão de ensaio ou algo mais


No dia 16 de Março de 1974, às 04h00 da madrugada, uma coluna do Regimento de Infantaria 5 (RI5) das Caldas da Rainha passa os portões do aquartelamento, comandada pelo capitão Armando Marques Ramos. Pretende executar um golpe militar, marchando sobre Lisboa e depondo o Governo. Apenas a três quilómetros da capital terá a noção de que se encontra isolada.
Um precipitado e deficiente planeamento da ação leva ao seu fracasso, sendo presos quase duas centenas de militares - oficiais, sargentos e praças - entre os quais o tenente-coronel João de Almeida Bruno, majores Manuel Monge e António Casanova Ferreira e capitães Marques Ramos e Virgílio Varela. Constituiu, segundo alguns dos elementos do MFA (ver " Alvorada em Abril" de Otelo Saraiva de Carvalho e "Vasco Lourenço: do interior da Revolução", de Vasco Lourenço), um importante balão de ensaio para o 25 de Abril.


Sobre a revolta das Caldas da Rainha, efetuada a 16 de março de 1974, subsistem algumas contradições: Fernando Rosas considera que “ … foi a maneira da generalidade das unidades militares demonstrarem a sua repulsa contra a submissão das Forças Armadas simbolizada pela cerimónia de 14 de Março em que a chamada “Brigada do Reumático” foi jurar fidelidade ao regime”; por seu lado, o coronel Vasco Lourenço ( Coordenadora do MFA) considera que o 16 de Março foi feito "dentro do movimento", com o "total" envolvimento de Otelo Saraiva de Carvalho, apoiado em alguns oficiais da ala spinolista”.


Recorda agora, a nota oficial, publicada na imprensa, na qual o regime Fascista anunciava a sua vitória sobre a falhada tentativa de golpe.

«Na madrugada de sexta-feira para sábado, alguns oficiais em serviço no Regimento de Infantaria 5, aquartelado nas Caldas da Rainha, capitaneados por outros que nele se introduziram, insubordinaram-se, prendendo o comandante, o segundo comandante e três majores e fazendo em seguida sair uma Companhia auto transportada que tomou a direcção de Lisboa.
O Governo tinha já conhecimento de que se preparava um movimento de características e finalidades mal definidas, e fácil foi verificar que as tentativas realizadas por alguns elementos para sublevar outras Unidades não tinham tido êxito.
Para interceptar  a marcha da coluna vinda das Caldas foram imediatamente colocadas à entrada de Lisboa forças de Artilharia 1, de Cavalaria 7 e da GNR. Ao chegar perto do local onde estas forças estavam dispostas e verificando que na cidade não tinha qualquer apoio, a coluna rebelde inverteu a marcha e regressou ao quartel das Caldas da Rainha, que foi imediatamente cercado por Unidades da Região Militar de Tomar. Após terem recebido a intimação para se entregarem, os oficiais insubordinados renderam-se sem resistência, tendo imediatamente o quartel sido ocupado pelas forças fiéis, e restabelecendo-se logo o comando legítimo.
Reina a ordem em todo o País».

sexta-feira, 13 de março de 2015

O canto do cisne do regime... a Brigada do reumático



“Durante o mês de Fevereiro de 1974, o impasse militar que se vive nas colónias conduz à agudização das tensões no seio das Forças Armadas. Na sequência da publicação por António de Spínola do livro "Portugal e o Futuro", no qual se defende a tese de uma solução política para a questão colonial e um modelo de autodeterminação e associação de tipo federal para as colónias portuguesas, Marcelo Caetano convoca o chefe e o vice-chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, respectivamente, Costa Gomes e António de Spínola, convidando-os a tomar o poder. Perante a recusa dos chefes militares em aceitar tal situação, menos de uma semana depois, a 28 de Fevereiro, Marcelo Caetano apresenta a sua demissão ao Presidente da República, Américo Tomás, que a recusa.


Perante a degradação da situação política e militar, procede-se então à encenação de uma manifestação de subordinação e solidariedade das chefias militares para com o regime, cerimónia que tem lugar a 14 de Março de 1974 e que ficaria conhecida como a "Brigada do Reumático". Costa Gomes e António de Spínola que se recusam a comparecer, são exonerados das suas funções, consumando-se a sua definitiva ruptura com o marcelismo. "

in:historiaaberta.com.sapo.pt



Para veres a cerimónia da "Brigada do reumático", segue o "link" ( 1ª imagem)

quinta-feira, 12 de março de 2015

PREC (Processo Revolucionário em Curso)…em185 minifilmes diários de 1 minuto


Memórias da Revolução é um projeto da RTP e do Instituto de História Contemporânea, pensado para rever 1975 em 2015
Um minuto por dia até 25 de Novembro: assim vai recordar a RTP os dias do PREC, através de minifilmes que nos transportam até ao Verão Quente de 1975.

Ao todo, são 185 episódios diários de 1 minuto cada, além de 40 especiais semanais de 3 minutos (estão prontos seis), transmitidos na RTP1, a seguir aos telejornais, mas também na RTP2, RTP Informação, RTP África, RTP Internacional e Antena 1 e ficando disponíveis numa área específica do site da RTP.

O projecto Memórias da Revolução resulta de uma parceria entre a RTP e o Instituto de História Contemporânea (IHC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que a par dos minifilmes da RTP está a reunir “testemunhos, histórias, memórias e objectos” de todos os que participaram activamente no processo revolucionário português.


quarta-feira, 11 de março de 2015

40 anos após o 11 de Março de 1975

Há 40 anos, após meses de tensão, Portugal viveu uma nova tentativa de golpe de Estado.
Ainda hoje o 11 de Março de 1975, é alvo de inúmera polémica: aqueles que o consideram como um golpe preparado pelas forças afectas ao General Spínola e que após o fracasso da manifestação da “Maioria Silenciosa”, sentem o país a guinarem à esquerda; aqueles que dizem que o golpe não passou de uma manobra provocada por forças de esquerda, tendentes a eliminarem o perigo de um movimento contra-revolucionário, que criasse em Portugal as condições necessárias para uma viragem à direita.
Entre o 28 de Setembro de 1974 e o 11 de Março de 1975,vemos Portugal e o MFA divididos em 2 correntes: a que lutavam pela criação de uma sociedade democrática de base parlamentar e a que pugnava pela revolução socialista de base popular, sob a alçada dos militares

No início de Março de 1975, circulou por todo o país o boato de que o Partido Comunista Português e os militares mais radicais do COPCON e da 5ª Divisão, iriam proceder à eliminação de dezenas de militares e civis de direita, cujos nomes constavam duma lista tornada famosa: a “matança da Páscoa”.
Com base nestas informações (lembramos que em 2010 aquando da sua presença em Briteiros, Otelo Saraiva de Carvalho disse desconhecer a existência dessa lista), militares afectos ao general Spínola, no dia 11 de Março de 1975, levaram a efeito uma tentativa de golpe de estado. No entanto, o movimento desencadeado por tropas pára-quedistas ficou-se pelo ataque ao RAL1, donde resultou uma vítima mortal e doze feridos, dos quais dois eram civis. No seguimento dos acontecimentos do 11 de Março, Spínola e os oficiais implicados no golpe foram demitidos e fugiram para Espanha, deixando o caminho aberto aos sectores mais radicais do MFA. A Junta de Salvação Nacional e o Conselho de Estado foram substituídos pelo Conselho da Revolução, que se manteve como órgão de soberania até 1982. Foram então decretadas as nacionalizações da banca e dos seguros.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Apresentação de "Onésimo – Único e Multímodo"

Com a chancela da editora "Ópera Omnia", informamos todos os interessados que o livro Onésimo – Único e Multímodo, com organização do Prof. João Maurício Brás, será apresentado no dia 26/2, pelas 22,30h no Hotel Axis Vermar, na Póvoa de Varzim, no âmbito do programa das Correntes d’Escrita.

Para mais informações consulta o site da "ÓperaOmnia"(coluna de favoritos)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

11 de Fevereiro de 1990... libertação de Nelson Mandela

O mundo foi unânime ao considerar que a África do Sul estava perante um acto histórico, quando o então chefe de governo Frederik Willem de Klerk anunciou, a 2 de Fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela
Símbolo da luta da população negra contra o racismo, tornou-se, ao longo dos 28 anos que passou na cadeia, o prisioneiro mais famoso do mundo.
Nelson Rolihlahla Dalibhunga Mandela nasceu a 18 de Julho de 1918. Seu pai era chefe da tribo Thembu, do povo xhosa. Nelson Mandela começou a estudar Direito na universidade para negros de Fort Hare, mas foi expulso por liderar uma greve estudantil. Em Joanesburgo, estagiou num escritório de advocacia e fez um curso de Direito por correspondência. Em 1942, graduou-se pela Universidade de Pretória e ingressou cedo no Congresso Nacional Africano (ANC). Esta associação tinha como principal plataforma politica a reivindicação de direitos e uma melhoria da qualidade de vida da maioria negra oprimida pelos brancos na África do Sul – inicialmente, através de contactos com lideranças políticas brancas e cartas com pedidos de apoio; mais tarde, organizando greves e manifestações.
Em 1952, Mandela abriu o primeiro escritório de advocacia para negros de Joanesburgo, uma ousadia tremenda, num país em que o regime diminuía a cada dia os direitos da população de cor. A situação política interna escalou de tal maneira que, em 1960, a polícia abriu fogo contra os que participavam de uma grande manifestação em Shaperville. Saldo da violência: 69 mortos e centenas de feridos. O governo decretou estado de excepção e mandou prender vários militantes, entre os quais Nelson Mandela.
O ANC e outros partidos e associações que criticavam o regime foram proibidos. Em Dezembro de 1961, Mandela ajudou a criar a ala militante Lança da Nação, tornando-se o primeiro comandante da organização clandestina especializada em sabotagem. Em 1962, saiu escondido do país para pedir apoio, principalmente financeiro, à sua causa.
Ao retornar à África do Sul, ainda no mesmo ano, foi preso e condenado a cinco anos de prisão por participar na organização de protestos. Em Outubro de 1963, Mandela e outros sete réus foram condenados à prisão perpétua, acusados de terem organizado 150 actos de sabotagem.
Até 1981, ele esteve na temida prisão de Robben Island, perto da Cidade do Cabo. Mais tarde foi transferido para o presídio de alta segurança de Pollsmoor. No dia 11 de Fevereiro de 1990, Nelson Mandela foi libertado.

Nos 28 anos em que ficou preso, a resistência dos negros sul-africanos contra o "apartheid" foi cada vez mais violenta, sendo também de salientar o papel da comunidade internacional que  também aumentou a pressão contra o governo sul-africano através de sanções e boicotes.

11 de Fevererio de 1945... a conferência de Yalta


A Conferência de Yalta,  também chamada de Conferência da Crimeia, é composta por um conjunto de reuniões ocorridas entre 4 e 11 de fevereiro de 1945 no Palácio Livadia, na estação balneária de Yalta, nas margens do Mar Negro, na Crimeia. Foi a segunda das três conferências em tempo de guerra (Teerão, Yalta e Potdsam) entre os líderes das principais nações aliadas (Churchill, Estaline, Roosevelt/Truman).

Os chefes de governo dos Estados Unidos (Franklin D. Roosevelt já na sua fase terminal de doença) e da União Soviética (Estaline), e o primeiro-ministro do Reino Unido (Winston Churchill) reuniram-se em segredo em Yalta para decidir o fim da Segunda Guerra Mundial e a repartição das zonas de influência entre o Oeste e o Leste, tendo assinado os acordos, a 11 de Fevereiro, que asseguravam um fim rápido da Guerra e a estabilidade do mundo, após a vitória final dos Aliados.
Estes acordos são essenciais para a compreensão do mundo pós-guerra, mesmo se suas interpretações pelos historiadores são diversas e variadas. As diretrizes afirmadas nesta reunião determinaram boa parte da ordem durante a Guerra Fria, demarcando as zonas de influência e ação dos blocos antagónicos (capitalista e socialista).
Em 1991, após a queda da União Soviética, o ambiente internacional entrou num período de transição, tendo-se abandonado, progressivamente as normas de Yalta e do período da Guerra Fria.

Para saberes mais sobre estes acordos, segue o "link" (imagem).

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Uma onda que fez História... há 10 anos


26 de Dezembro de 2004... mais de 250 mil mortos

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

3 X 1 de Dezembro... 1640... 1973... 2014

Celebram-se hoje os 374 anos sobre a Restauração da Independência de Portugal. A 1 de Dezembro de 1640 e após alguns anos, particularmente a partir de 1630, de contestação e revoltas relativamente ao domínio Filipino, um grupo de nobres portugueses, apoiantes de D. João ( Duque de Bragança), irrompeu no Paço Real ( Lisboa) e expulsou a Duquesa de Mântua ( vice rei de Portugal em nome de Filipe III - IV de Espanha).

Neste dia procede-se à aclamação de D. João como Rei de Portugal ( D. João IV), dando inicio à Dinastia de Bragança ( deposta em 5 de Outubro de 1910).

Talvez o 1.º de Dezembro menos conhecido e publicitado em Portugal (mas que o NE25A não esquece), por oposição aos dois de que falamos neste espaço.
Há 41 anos atrás ( 1973), reuniram-se na vila de Óbidos cerca de 180 oficiais das Forças Armadas em representação de 420 camaradas. Nesta reunião o MFA consolidou-se de uma forma decisiva, tendo sido eleita a primeira comissão organizadora do " Movimento dos Capitães " ( Vasco Lourenço, Marques Júnior, Hugo dos Santos, Otelo Saraiva de Carvalho, Sousa e Castro, Salgueiro Maia, Manuel Monge, Miquelina Simões, Neves Rosa, Mourato Grilo, Pinto Soares, Luís Macedo, Manuel Geraldes, José Maria Azevedo e Torres, Fialho da Rosa, e Pinto Castro).
Numa edição da Câmara Municipal de Óbidos e da Associação de Defesa do Património do Concelho de Óbidos, da coleção " Essencial - Descobrir Óbidos", aconselhamos a análise do " Apontamentos da Reunião de Óbidos", lançado em 2003.


1º de Dezembro de luta. Neste dia comemora-se o "Dia Mundial da Luta contra a Sida". Pretende-se, neste dia, sensibilizar e atualizar a atenção das comunidades humanas para este problema. Propomos que acedas ao link da Liga Portuguesa conta a Sida ( imagem), para que te mantenhas desperto e atento a um dos maiores problemas das sociedades contemporâneas.